Movimento pelo impeachment convoca novo ato para o dia 12 de abril

“Um milhão de pessoas foi pouco! No próximo vamos atrair o dobro!” Era esse o discurso do Movimento Brasil Livre (MBL) ao final do protesto realizado na Avenida Paulista na tarde deste domingo (15). O protesto reuniu um milhão de pessoas, de acordo com a Polícia Militar. Já o Datafolha anunciou que 210 mil compareceram à manifestação.
Movimento que se posiciona como grupo jovem, liberal, a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e contra a intervenção militar, o MBL foi o primeiro dos grupos participantes do ato deste domingo a confirmar nova manifestação, que será realizada no dia 12 de abril, às 15h, no mesmo local.
“Os parlamentares do PSDB estão pedindo calma! Não temos calma! Impeachment já! Não vamos esperar essa oposição frouxa, fraca! Vamos agir”, bradou Rodrigo Neves, apelidado de “mallufinho”. “Não precisamos de milico! A intervenção é do povo!”
O grupo recolheu cerca de quatro mil assinaturas em favor do impeachment da presidente. Para eles, novos protestos fortalecerão seus objetivos. “Encontramos motivos jurídicos para isso. A Dilma cometeu improbidade administrativa, tanto com a Petrobras quanto em relação às crises econômica e política”, disse ao iG Kim Kataguiri, um dos fundadores. “Já temos base para exigir sua saída.”
Vem pra Rua
O consultor Rogerio Chequer, de 46 anos, se tornou uma das caras das manifestações contra o governo petista e a presidente Dilma Rousseff. Um dos líderes do Vem pra Rua, grupos que também esteve na organização das manifestações deste domingo, ele disse que já esperava levar 1,2 milhão de pessoas para a bebida paulista.
“Eu sabia que iria ser bem grande porque estamos fazendo saída desde o ano passado e vemos que o tamanho da saída foi crescendo à medida que a indignação foi crescendo”, disse.
Chequer diz que por enquanto não é a favor do impeachment da presidente, mas afirma que ainda pode mudar de posição. “Nós estamos abertos a mudar nossa posição. A quantidade de fatos contra a presidente é grande. Sabemos que tem uma questão jurídica. Mas ninguém sabe o que pode acontecer. As denúncias estão surgindo a todo momento.”
Sobre o ato já agendado para dia 12 de abril pelo Movimento Brasil Livre (MBL), Chequer ainda não confirmou a participação do Vem pra Rua. “É uma possibilidade. Nós estamos analisando. A data de 12 de abril já foi muito cogitada. A gente em breve vai anunciar a data da próxima”, diz.
(IG)


