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“Tudo faz parte do jogo”

“Início de governo é momento de apresentar identidade, dá fôlego a popularidade recém obtida nas urnas e alinhar aquilo que será premente nos anos seguintes.
Rui Costa persegue um claro caminho: o distanciamento da imagem de Jaques Wagner. Bonachão, “da vida”, covarde, gastador, incompetente…
Rui parece querer cultivar uma imagem absolutamente diferente. Reduziu a estrutura de gastos do Estado e ampliou as “indicações técnicas” aos órgãos do governo; vende-se como um homem apegado a família e austero.
A última declaração foi absolutamente pincelada sob essas novas premissas.
É notório que as áreas do Governo petista mais reprovadas pela população são o relacionamento com o funcionalismo e a Segurança Pública.
Eis que diante do assassinato de 13 suspeitos de assalto a banco pela PM, o governo declara total apoio aos policiais e compara a situação a “um artilheiro frente ao gol”.
Nas ruas, foi aprovado, revivendo um das máximas do imaginário popular sobre o Carlismo: “bandido bom é bandido morto”. Internamente criou problemas na ala à esquerda da militância. Mas um governador eleito majoritariamente pelo Interior e com a força do poder econômico não deve muito a militância esquerdista de seu partido.
O fato é que se acentuou a diferença entre os estilos de governo de Rui Costa e Jaques Wagner, parceiros políticos de longa data.
A confirmar se esse fosso é real ou atende ao interesse da cúpula do PT em ampliar a popularidade do partido nos grandes centros em especial Salvador, onde o Democratas de ACM Neto constrói uma administração muito bem avaliada.
Na minha opinião, tudo faz parte do jogo.”

Por R

odrigo Rara

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