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Salvador mostrou o caminho

As eleições deste ano afirmaram a conscientização da população brasileira e renovaram por mais quatro anos um projeto exitoso que vem transformando o Brasil e a Bahia, possibilitando pela primeira vez que os mais carentes passassem a fazer parte do orçamento público. Foi uma conquista da inclusão social que deixou de ser o discurso eleitoreiro do passado e se tornou política pública.
Aqui em Salvador as vitórias, ainda no primeiro turno, de Rui Costa para governador e Otto Alencar para o senado e as de Dilma em dois turnos tiveram um caráter ainda mais especial por derrotar o projeto do atual prefeito que tentava consolidar sua liderança na cidade. Ele e seus aliados anunciavam que conseguiriam uma grande margem de votos, mas o que ocorreu foi uma derrota vexatória que coloca em dúvida sua força política. Dilma venceu nos dois turnos em 18 das 20 zonas eleitorais do município, sendo que, no segundo turno, o candidato do prefeito levou uma goleada, atingindo menos de um terço dos votos.
A cidade demonstrou grande maturidade, apesar do grande volume de campanha dos adversários com a coordenação direta do prefeito, responsável por disseminar o ódio e a campanha antipetista em todos os momentos.
A militância do PT e dos demais partidos aliados fizeram a diferença neste pleito com o envolvimento voluntário dos mais diversos segmentos da sociedade e de indivíduos que assumiram para si a tarefa de organizar atividades de campanha como há muito tempo não se via. Não podemos deixar de atribuir ao atual governador do Estado o protagonismo neste processo, seja pela engenharia eleitoral montada ou por sua capacidade de articulação.
Salvador já mostrou o caminho para a construção em 2016 de um novo modelo de gestão que tenha nas pessoas sua principal finalidade. Construir um projeto alternativo de cidade através da participação social, das universidades públicas produtoras de conhecimentos, dos setores econômicos e de uma atuação mais efetiva da oposição na Câmara de Vereadores é o desafio posto para as forças progressistas no próximo período.
Por Edson Valadares

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