Nobel de Física vai para luzes de LED

Os cientistas japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e o americano Shuji Nakamura receberam o prêmio Nobel de Física de 2014. A Academia Real de Ciências da Suécia premiou os pesquisadores por sua invenção de uma nova fonte de energia eficiente e sustentável, a cor azul da luz LED (Light-Emitting Diode).
“No espírito de Alfred Nobel, o prêmio reconhece uma invenção de grande proveito para a humanidade; com o uso do LED azul, a luz branca pode ser criada de uma nova forma. Com o advento de lâmpadas de LED hoje temos alternativas mais duradouras e eficientes a antigas fonte de luz”, afirma o anúncio desta terça-feira. “Sua invenção foi revolucionária. Lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX. O século XXI será iluminado por lâmpadas LED.”
Durante muito tempo, a indústria contava com LEDs vermelhos e verdes – no entanto, sem o componente azul, eles não podiam ser transformados em luz branca e, por isso, esse tipo de energia não podia ser usada para a iluminação comum. Com a produção do LED azul pelos três cientistas nos anos 1990, teve início uma revolução na tecnologia de iluminação.
Akasaki trabalhava com Amano na Universidade de Nagoya, no Japão, enquanto Nakamura era empregado da Nichia Chemicals, uma pequena companhia japonesa. De acordo com o Instituto, as lâmpadas LED são uma grande promessa para a cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo que não têm acesso a redes de energia – devido a seu pequeno consumo, esse tipo de luz pode usar a energia solar.
Nobel — No ano passado, ele foi dado aos físicos Peter Higgs e François Englert que previram, nos anos 1960, o bóson de Higgs, descoberta comprovada pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas do mundo. Em 2012, o prêmio agraciou um cientista americano e um francês por seus experimentos que permitiram medir e manipular partículas quânticas sem destruí-las.
Nesta segunda, o Instituto Karolinksa anunciou o vencedor da categoria de Medicina, os neurocientistas John O’Keefe, americano, May-Britt Moser e Edvard Moser, ambos noruegueses, por suas descobertas sobre células que constituem um sistema de “GPS” do cérebro. Nesta semana, serão anunciados ainda os vencedores das categorias de Química (na quarta-feira), Literatura (na quinta-feira) e o da Paz (na sexta-feira). O Nobel de Economia será anunciado na semana que vem.
(Veja)


