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Crescimento dos subsídios coloca em risco o BNDES

O subsídio do Tesouro ao BNDES chega a R$ 79,7 bilhões em quatro anos. É o quanto custa a diferença entre o juro que o governo paga para se captar, hoje em 11%, e o que o BNDES cobra dos tomadores. O subsídio existe porque algumas áreas precisam de financiamento mais barato para competir, investir e criar empregos. Mas os efeitos dessa expansão do BNDES não tem sido visto na economia. O investimento, por exemplo, vem caindo.
Há os que acreditam que um BNDES mais contido pioraria o cenário econômico. Outros pensam que o inchaço coloca o próprio banco em risco de desmonte. Nesse caso, os dois lados têm razão.
Nem todos os empréstimos são indevidos. Mas as empresas que recebem os grandes financiamentos têm acesso a financiamento barato, inclusive no exterior. Desmamar é necessário, e informar melhor também. Além disso, houve muitas escolhas erradas, de empresas que não abrem informação ou que se provaram insustentáveis a ponto de quebrarem, uma prova de como o acúmulo de subsídios coloca em risco o BNDES.
Resolver esse ponto é mais um desafio para quem vencer essas eleições.
Por Míriam Leitão

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