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Surpresa da Copa, Costa Rica empata com Inglaterra

Na mesma Belo Horizonte, onde há 64 anos viveu um de seus maiores vexames no futebol, quando perdeu para um time amador dos EUA no primeiro Mundial realizado no Brasil, a Inglaterra fez sua despedida da Copa do Mundo 2014. E de forma irônica, com uma boa atuação. Repleto de reservas e pressionando o tempo todo, a seleção inglesa bem que tentou, mas não conseguiu superar a boa equipe da Costa Rica, a principal surpresa da Copa. No final, o 0 a 0 desta terça-feira, no Mineirão, assegurou aos costarriquenhos o primeiro lugar no Grupo D, enquanto os ingleses amargaram uma campanha pífia, com apenas um ponto ganho.
A Costa Rica inicia o jogo mostrando que estava disposta a ficar com o primeiro lugar do grupo. Mas se conseguiu manter a maior posse de bola e criar as maiores situações de perigo de gol, a primeira chance para movimentar o marcador foi inglesa. Aos 12 minutos, após uma boa jogada do volante Wilshere, o atacante Sturridge escapou da marcação e chutou com muito perigo para o gol defendido por Navas.
Mas aos poucos os ingleses foram segurando o ímpeto do time caribenho. E a partir dos 20 minutos da etapa inicial, já dominava as ações no Mineirão, embora a estatística de posse de bola mostrasse equilíbrio total entre as duas equipes (50% para cada uma).
Provocação caseira
Até como forma de incentivar a Costa Rica, a torcida brasileira no Mineirão resolveu provocar os ingleses com o canto “Eliminado, eliminado”, bastante comum em jogos no Brasil, embora provavelmente nenhum inglês estivesse entendendo nada do que se falava nas arquibancadas, pois os gritos eram em português.
Sem dar bola para a torcida, os ingleses iam dominando o meio-campo e conseguindo impor seu ritmo de jogo, Mas aos 23 minutos, a Costa Rica deu o ar da graça, em uma cobrança de falta de Borges – filho do brasileiro Alexandre Borges, ex-jogador e técnico da própria seleção costarriquenha -, que obrigou ao goleiro Foster fazer uma dificil defesa.
Esta falta foi o último momento de maior perigo que os ingleses sofreram no primeiro tempo. Tímida, a Costa Rica assistiu passivamente a Inglaterra criar seguidas oportunidades perigisosas, como aos 34 minutos, quando após cobrança de escanteio, Sturridge recebeu livre de cabeça na entrada da pequena área e colocou a bola muito perto do gol de Navas.
Segundo tempo começa e a história do jogo permanece inalterada, com a Inglaterra dando as cartas do jogo. Para não correr riscos de perder a primeira colocação no grupo, o técnico Jorge Luis Pinto resolveu colocar o titular Bolaños – que começou na reserva – e a Costa Rica começou a incomodar mais os ingleses. De prático, contudo, não trouxe nenhum benefício, pois a Inglaterra continuava atacando bem mais, se poderia ter aberto o placar se Sturridge tivesse um pouquinho mais de pontaria para aproveitar as inúmeras chances criadas.
Homenagem ao ídolo
Na parte final da partida, Roy Hodgson resolveu fazer uma espécie de homenagem ao veterano Steven Gerrard, que provavelmente se despedirá da seleção inglesa após a participação inglesa na Copa, ao colocá-lo em campo aos 28 minutos do segundo tempo. Até por questão de respeito, Lampard passou-lhe a braçadeira de capitão. Pouco depois, foi a vez de outro titular, o atacante Rooney, ser colocado em campo. 
Mesmo com força máxima, a Inglaterra já não conseguia transformar o maior volume de jogo em chances de gol. Melhor para a Costa Rica, que ficou apenas trocando bolas e gastando o tempo, garantindo a primeira colocação do Grupo D e premiando uma campanha surpreendente.

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