Novo laser dá mais precisão a cirurgias de catarata

Uma nova técnica promete dar mais precisão e segurança aos pacientes que são submetidos à cirurgias de catarata. Tudo isso graças à tecnologia do laser de femtosegundo.
O nome estranho alude à frequência de disparo do laser, que acontece a cada 0,000000000000001 segundo ou 1 femtossegundo.
Além de mais precisa e segura, a nova técnica proporciona ao paciente um implante mais estável a longo prazo e uma recuperação mais rápida – reduzindo de sete para três dias o período para que ele volte a enxergar plenamente.
“Com esse tipo de cirurgia, é possível curar casos de catarata mais antigos – que hoje não poderiam ser tratados pelos meios que dispomos”, afirmou em entrevista à EXAME.com o médico Richard Yudi Hida.
Hida é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo.
Cirurgia
Existente há séculos, a cirurgia de catarata consiste na extração do cristalino afetado pela doença – que é substituído por uma lente.
Na facoemulsificação (tipo de cirurgia mais usado hoje), é feita no olho uma abertura de cerca 3 milímetros por meio da qual a lente é implantada.
Porém, isso é feito em parte manualmente – o que aumenta o risco de erros. Com o laser de femtossegundo, um computador auxilia no implante – dando mais precisão ao procedimento.
De acordo com Hida, os pontos negativos da nova técnica são o tempo de cirurgia (que cresce de 10 para 30 minutos) e o preço mais salgado.
“Enquanto uma cirurgia com a técnica atual custa entre 8 e 10 mil reais, o uso do laser de femtossegundo pode fazer o preço dobrar”, afirma o oftamologista.
A catarata é uma doença caracterizada pela opacificação do cristalino – que termina impedindo que a pessoa tenha uma visão nítida.
Entre as causas do distúrbio, estão inflamações na vista e envelhecimento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 73% dos casos de cegueira em maiores de 75 anos se devem à doença.
Principal causa da perda de visão no mundo, a catarata é responsável por 51% dos casos de cegueira – afetando cerca de 20 milhões de pessoas. Os números são da OMS.
Por ano, no Brasil, são registrados aproximadamente 350 mil casos da doença.
(Exame)


