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Vereadora Tia Eron preocupada com violência contra a mulher

Nos
últimos dias o resultado de uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada – Ipea, deixou os brasileiros perplexos com a notícia que
algumas pessoas acham que se a mulher tivesse comportamento melhor evitaria
crimes como estupro. A pesquisa mostra que em maio e junho do ano passado ouviu
3.810 pessoas em 212 cidades e 58,5% dos entrevistados concordam com essa
afirmação.
Esta
semana a jornalista Nara Queiroz informou que recebeu ameaças de estupro, por
ser contra o resultado da pesquisa e por lançar a campanha pelo facebook “Não
mereço ser estuprada”. Ao mesmo tempo em que a jornalista recebeu apoio, também
foi importunada e ameaçada por vários homens que deixaram mensagens de contexto
ofensivo.
Diante
de toda essa situação Tia Eron,- PRB, presidente da Comissão de Defesa dos
Direitos da Mulher, da Câmara de Vereadores de Salvador criticou o resultado da
pesquisa e disse não aceitar o comportamento machista. A vereadora ressalta que
a mentalidade da sociedade que pensa assim não acompanha a evolução da
humanidade.
Eron
acrescenta que “na era 1890, referente ao crime de estupro que sempre foi um
tabu baseava-se no atentado violento ao pudor e a liberdade sexual, lei
exclusiva para mulheres e essas deveriam ser as castas, donzelas, solteiras,
casadas, honradas, pois uma vez vitimada teriam sua reputação comprometida e
que inviabilizava até o futuro casamento”.
Ainda
naquela época o mais interessante é que as prostitutas enquanto mulheres também
não sofriam desonra alguma, pois seus costumes, vestes e comportamentos, no
pensamento de alguns, favoreciam ao crime e, hoje, com a lei 12015/09 que
altera o título para crime contra honra e a liberdade sexual isso indica que
não mais a mulher vai está provocando o individuo e levando a cometer o crime.
“É
preciso que homens e mulheres se unam por uma sociedade melhor, mais igual e
mais amiga, pois diante de tanta violência e atrocidade que ocorrem diariamente
no país, ainda se deparar com um pensamento bruto como o de culpar a própria
mulher pelo crime sofrido é o fim do mundo”, encerra Tia Eron, vereadora pelo
PRB.
ASCOM 

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