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PDT está insatisfeito e critica processo conduzido pelo governador Wagner

A reunião da cúpula pedetista na Bahia com o presidente nacional da sigla, o ex-ministro Carlos Lupi, em Brasília, ontem, teria sido um momento de detonação das insatisfações, diante dos últimos episódios em solo baiano, envolvendo a definição do vice da chapa governista. 
Após ouvir o relato dos deputados federais e estaduais, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, preterido na escolha, o dirigente nacional criticou o processo conduzido pelo governador Jaques Wagner (PT). O líder teria sinalizado que o partido irá reavaliar o suposto apoio à chapa do pré-candidato Rui Costa (PT). 
Os partidários saíram oficialmente sem definição do encontro, mas a aposta é que até maio haja uma posição fechada sobre a sucessão estadual. 
O partido integra a base do governo e o caminho natural seria a aliança com o pré-candidato ao governo do PT, mas as relações ficaram estremecidas, depois do desgaste sofrido pelo dirigente do Legislativo baiano, que disputou a vaga de vice com o deputado federal João Leão (PP). Esse fato condicionaria uma mudança na postura do PDT. A legenda já foi convidada pela pré-candidata ao governo, senadora Lídice da Mata, e pelos partidos de oposição, DEM e PMDB. Nos bastidores, consta que estaria sendo ofertada uma vaga na composição oposicionista, sendo o próprio Nilo e Félix Mendonça, cotados para o espaço. A posição de Nilo teria influência interna por ele ser líder do Poder Legislativo e com grande potencial de apoiadores. Na Casa Parlamentar, ele tem diretamente ao seu lado os quatro estaduais.
Informações truncadas irritaram dirigente Contudo, o presidente estadual afasta qualquer precipitação. “Não conversamos sobre ninguém. 
Vamos ter ainda diversas reuniões internas para sabermos qual o rumo dar”, disse Félix Mendonça, que já teria costurado nos bastidores a adesão ao projeto eleitoral de Rui. A sua irmã, Andréa Mendonça (PDT), comanda a pasta estadual de Ciência e Tecnologia. Segundo ele, o governador Jaques Wagner entrou em contato com Lupi, antes de anunciar em coletiva a decisão pelo PP. “Ele ficou chateado com o fato, até porque as informações chegavam truncadas”, contou. Após Wagner ter vazado para a imprensa a escolha, ele chegou a dizer para Lupi por telefone que ainda não tinha definido.
Há rumores de que a indefinição de ontem teria sido causada pela profusão de opiniões. O clima recente ainda seria de contrariedade, o que não ajudou os dirigentes a decidirem o caminho.
“Estamos conversando. A única coisa é que fincamos a posição de que o partido vai sair unido”, ratificou o dirigente. Apesar do cenário incerto, o deputado falou que o partido confia na perspectiva de “crescimento” nas eleições. Para a Assembleia, os pedetistas miram no mesmo número atual de cinco deputados, mas para a Câmara Federal querem elevar para quatro. Questionado mais sobre participação, Félix considerou a expectativa de “maior espaço no governo, tendo em vista no futuro também disputar a chapa majoritária”.
Considerado o mais atingido nos últimos capítulos da novela da vice, o deputado Marcelo Nilo afirmou depois da reunião de ontem que o partido ainda tem tempo de sobra para decidir. “Temos mais de sessenta dias ainda para as convenções. A decisão foi esperar mais um pouco”, enfatizou.
O pedetista indicou que o partido deve levar em consideração o momento atual. “O presidente Lupi está muito incomodado com a condução do processo. Vamos esperar assentar a poeira e tomarmos uma posição”, disse o presidente, que já deixou clara a possibilidade de anunciar o seu voto somente depois da Copa do Mundo.

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