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Estudo identifica diferenças cerebrais relacionadas à insônia

Insônia
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmaram que insones crônicos têm maior plasticidade e atividade em uma região do cérebro que controla o movimento do que as que pessoas que dormem bem. O estudo será publicado na edição de março do periódico Sleep.
Os pesquisadores descobriram que o córtex motor do cérebro de insones crônicos é mais adaptável a mudanças, isto é, mais plástico, do que o das pessoas sem o problema. Eles também constataram que os neurônios dessa região são mais ativos nas vítimas de insônia crônica, sugerindo que essas pessoas estão em um estado constante de processamento de informações, o que pode interferir no sono. “A insônia não é uma desordem noturna”, diz a líder do estudo, Rachel E. Salas, professora assistente de neurologia da universidade. “Trata-se de uma condição que afeta o cérebro 24 horas por dia, como um interruptor de luz que está sempre aceso.”
Para o estudo, Rachel e sua equipe utilizaram estimulação magnética transcraniana (EMT), uma técnica indolor e não invasiva que aplica correntes eletromagnéticas em áreas específicas do cérebro e pode, de modo seguro e rápido, interferir na função da área estimulada. 
Os cientistas recrutaram 28 adultos, dentre eles dezoito que sofriam de insônia há pelo menos um ano e dez que não tinham problemas para dormir. Cada voluntário teve eletrodos fixados no polegar dominante, assim como um acelerômetro, para medir a velocidade e a direção do dedo. Em seguida, os pesquisadores emitiram 65 pulsos elétricos nas áreas do córtex motor dos participantes, enquanto observavam os movimentos involuntários gerados no polegar. Os voluntários também foram treinados para mover o polegar na direção oposta ao movimento involuntário original, e submetidos ao teste novamente. Quanto mais o dedo se mexesse na nova direção, mais o córtex motor poderia ser considerado plástico.
Como a falta de sono durante a noite tem sido associada à diminuição da memória e da concentração durante o dia, Raquel e seus colegas suspeitavam que o cérebro dos dorminhocos fosse mais adaptável. O resultado, no entanto, foi o oposto. Segundo Rachel, o estudo mostra que a EMT pode ajudar no diagnóstico e no tratamento de insônia, por meio da redução da atividade do córtex motor.
(Veja)

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