Salvador: Servidores municipais podem decidir por paralisação na próxima terça (18)

O NÚCLEO de Apoio aos Portadores de Fibrose Cística da Bahia informa que nesta quinta-feira, 13, às 7h30min, em frente o Hospital Octávio Mangabeira, Praça Conselheiro João Alfredo, s/nº, bairro do Pau Miúdo,realiza uma manifestação reivindicando a ação imediata dos governos federal e estadual diante dos graves problemas que enfrentam.
Os pacientes, desde dezembro de 2013, estão sem receber a medicação Tobramicina, um antibiótico inalatório indispensável aos portadores de fibrose cística (FC) que fazem tratamento nesse hospital especializado. Já foram tentadas todas as formas de contato com o governador Jaques Wagner, com o antigo secretário de Saúde, Jorge Solla, e com o atual Washington Luís Silva Couto, porém, nenhuma resposta é dada aos portadores. A doença se agrava uma vez que se interrompe o tratamento com o antibiótico, tornando as bactérias que se quer combater, mais resistentes.
Fibrose cística é uma doença transmitida geneticamente. Na maioria das vezes, manifesta-se durante a infância, embora os primeiros sinais possam aparecer no decorrer da vida adulta. Sua incidência é variável, mas em países com população homogênea, a média é de um caso para cada dois a três mil recém-nascidos. Alguns dos sintomas são os problemas respiratórios recorrentes, o funcionamento anormal dos pâncreas, a desnutrição, a diarreia crônica e, por consequência, uma perda de peso significativa.
Jaquison Souza, portador da doença e representante do NÚCLEO, lembra que “embora seja uma doença incurável, o diagnóstico e tratamento precoces melhoram consideravelmente a qualidade e a expectativa de vida do portador. Esperamos e acreditamos no bom senso das autoridades públicas para que isso se concretize. Estamos nas ruas para que a opinião pública apoie esta reivindicação que não é só nossa, portadores, e sim da sociedade porque se trata de saúde pública. Temos certeza que a Secretaria Estadual de Saúde se mostrará sensível ao nosso pleito porque acreditamos que saúde é um direito de todos e um dever do Estado, como prevê nossa Constituição”, finaliza.

