NotíciasSem categoria

Metrô só após a Copa

Projeto que se arrasta há 13 anos, atravessou três gestões municipais, e já consumiu R$ 1 bilhão, a construção do metrô de Salvador, agora sob a responsabilidade do Governo da Bahia, conseguiu superar mais uma obstáculo para começar a entrar nos trilhos.

Nesta quarta-feira, 21, em leilão na sede da Bovespa, em São Paulo, foi aprovada a proposta econômica da Companhia de Participações em Concessões (CPC) no valor de R$ 127,6 milhões por ano, como contrapartida do Estado para a implantação do Sistema Metroviário Salvador e Lauro de Freitas.

O governo comemora o deságio de 5,05% em relação ao teto estabelecido no edital – e que corresponde ao quanto o estado pagará ao consórcio anualmente, durante 30 anos -, mas não dá garantias de que a obra será concluída em outubro de 2016.

O próprio governador Jaques Wagner (PT) admitiu, em entrevista à imprensa, que o metrô começará com atraso no cronograma estabelecido e avisou: o trecho da linha 1 do metrô, ligando a Lapa e o Retiro, não será mais inaugurada para a Copa do Mundo de 2014, operando em caráter experimental.

Wagner também anunciou um investimento de R$ 700 milhões para a complementação do linha 1 até Cajazeiras.

Valor justo – O secretário da Casa Civil, Rui Costa, disse que a escolha da CPC para construir e operar o sistema do metrô em Salvador é motivo para comemoração. Ele acompanhou o leilão na Bovespa ao lado do secretário de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, e do presidente da Companhia de Transporte de Salvador (CTS), Carlos Martins.

Costa disse que havia no mercado um descrédito de que alguma empresa se interessaria em assumir um projeto grande de mobilidade urbano, após as mobilizações nas ruas pedindo a redução das tarifas. O outro fato, foi o cancelamento, por falta de interessados, do leilão da linha 6 do metrô de São Paulo.
“Conseguimos atrair a maior operadora privada do País”, destacou Costa. Ele não concorda com as outras empresas que desistiram do leilão, de que a valor proposto no edital, de R$ 3,680 bilhões, era insuficiente. “O estado tinha certeza de que o valor era justo”, afirmou o secretário.

O mesmo foi colocado pelo governador, na coletiva que deu após o leilão. “O edital chegou a ser questionado por alguns, por limitar a taxa de retorno (8%). Só que a prova da viabilidade do sistema é que a empresa vencedora, mesmo entrando sozinha, ainda nos deu de presente um desconto de 5%”.

Entusiasmo – O presidente do Grupo Companhia de Concessão Rodoviária (CCR), que controla a CPC, Renato Alves, também não escondeu o entusiasmo com o novo negócio. “Fiquem tranquilos que vamos transformar esta obra em nosso cartão de visita de entrada no Nordeste”, declarou o executivo.

A CCR foi o primeiro consórcio a vencer uma licitação no sistema Participação Público Privada (PPP) no País para operação e manutenção da Linha 4 (Amarela) do metrô paulistano, em 2006. Administra, ainda, rodovias importantes, como a Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio, e as rodovias paulistas Anhanguera e Bandeirantes.
(A Tarde)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *