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Investimento em mobilidade na RMS até 2016 será de R$ 5,6 bi

A “sintonia administrativa” entre o Estado e a prefeitura da capital vai permitir  investimento de R$ 5,6 bilhões em obras de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Salvador (RMS) nos próximos três anos, diz o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro. Nesta sexta-feira, 24, às 9h, no Hotel Pestana, o Estado licita os 36 quilômetros das duas linhas do metrô, que devem custar R$ 3,9 bilhões.
As obras da Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, que recebeu R$ 480 milhões, devem ser concluídas em agosto e ainda este ano devem ser licitados dois corredores ligando a orla atlântica e a Baía de Todos-os-Santos – com valor  total de R$ 1 bilhão.
Completam a conta obras de menor volume de recursos, como os viadutos do Imbuí, por R$ 70 milhões, a duplicação da Pinto de Aguiar, por R$ 67 milhões, e as “alças” ligando a Avenida Luís Eduardo Magalhães, que deverão custar R$ 9 milhões. “Independentemente do volume de recursos, são obras importantes porque ajudam a destravar áreas em que o trânsito não flui”, explica.
Sintonia executiva
“O volume de obras não foi maior nos últimos anos por conta das dificuldades de diálogo com a antiga gestão municipal”, diz o secretário.
“As condições para executar os projetos não existiam há até pouco tempo. Hoje existe um bom entendimento entre o Estado e a Prefeitura de Salvador, temos bons projetos e existe a disponibilidade de fluxo financeiro”, explica Monteiro.
Segundo o secretário, tanto o Estado quanto o município compreendem que precisam se ajudar, apesar de serem adversários políticos. “As eleições precisam ser tratadas no momento eleitoral. Quando quem está no poder não se entende, sofre a população”, diz o secretário.
Apesar do prazo de até três anos para as obras mais complexas, parte das intervenções deverá acontecer até a Copa do Mundo de 2014. “Esperamos fazer intervenções até a Copa que melhorem a situação, mas, com o metrô completo e os corredores, o deslocamento na cidade deve ser redesenhado”, acredita.
Transporte público
Para o coordenador de Planejamento de Transporte da Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte (Semut), Chico Ulisses, a sintonia entre o município e o Estado será fundamental para o sistema de transporte.
“O Estado está se incumbindo das obras de infraestrutura, que demandam o volume de recursos intensivo, e permite que o município se concentre na gestão do sistema, que é tão importante quanto as obras”, diz Ulisses.
Segundo ele, até pouco tempo não havia sintonia entre o que era pensado em termos de mobilidade pelo Estado e o município. “Hoje trabalhamos para construir uma proposta de mobilidade que é metropolitana e multimodal”, diz.
A estimativa da Semut é de poder apresentar ainda este ano a licitação do novo sistema de ônibus.
(A Tarde)

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