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Deputados baianos pedem fim do 14º e do 15º salários na Assembleia

Cerca de R$ 2,5 milhões ao ano a menos nas contas pessoais dos deputados baianos. Dinheiro que sobra na Assembleia Legislativa e pode ser devolvido ao estado, revertido em obras e melhorias para a população. Essa é a soma do 14º e 15º salários que os 63 parlamentares baianos têm direito, benefício que entrou ontem na berlinda, a reboque da aprovação do projeto que acabou com a boquinha extra no Congresso Nacional.
Semana que vem, oposição e base aliada sentarão para discutir a apresentação de um projeto de emenda constitucional (PEC) para acabar com o benefício. Sem remar contra a maré, a unanimidade dos deputados ouvidos pelo CORREIO, que até então recebiam a grana extra sem reclamar, afirmou ser a favor da igualdade de direitos com os demais cidadãos brasileiros, que só recebem o 13º salário.
“Tudo vai mudando, não é? O que vimos no passado não serve agora mais. Tudo é o momento, e agora a pressão é grande da sociedade”, constatou o deputado Reinaldo Braga (PR), que se diz favorável ao corte. “É uma grande oportunidade de limpar a imagem do político baiano, de mostrar que não estão em busca de regalias, mas de trabalho e de ajuda ao povo”, defendeu Uziel Bueno (PTN).
Tratado como irreversível pela maioria dos parlamentares, o corte de dois salários anuais virou motivo de ciumeira, já que alguns, ao perceber o apelo popular do tema, foram aos holofotes da tribuna da Assembleia.

Salários a mais foram extintos na Câmara de Vereadores
Na Câmara de Vereadores de Salvador, o fim do 14º e 15º salários começou a vigorar já em janeiro deste ano, se antecipando à mudança ocorrida em Brasília somente nesta semana. A decisão foi tomada em dezembro do ano passado, mas só após os parlamentares do município aumentarem os próprios salários em 50% –  de cerca de R$ 10 mil para R$ 15 mil.
“O político é um trabalhador como outro qualquer e não pode manter privilégios. Temos que dar o exemplo”, disse o vereador Paulo Câmara (PSDB), presidente da Casa. Esse corte de benefícios representa uma economia de R$ 1,3 milhão aos cofres municipais.
Vereadores não recebem auxílio moradia, já que residem na cidade em que foram eleitos. Em Brasília, a medida deve gerar uma economia anual de, pelo menos, R$ 30,1 milhões, considerados os gastos da Câmara Federal e Senado.
(Correio)

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