Audiência com vigilantes no TRT termina sem acordo

A audiência entre o Tribunal Regional do Trabalho e representantes do Sindicato dos Vigilantes do Estado da Bahia e do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado da Bahia (Sindesp) realizada na tarde desta quinta-feira, 28, não chegou a um acordo sobre o término da greve dos vigilantes iniciada na última segunda-feira, 25. A audiência do dissídio coletivo, que teve como mediadora a desembargadora Vânia Chaves, aconteceu na sede do TRT5, em Nazaré.
Segundo informações da assessoria do TRT5, não houve acordo entre patronato e trabalhadores. O Tribunal indicou que a categoria retorne aos seus postos de trabalho e marcou uma nova rodada de negociações, presidida pela desembargadora Sônia França, para o próximo dia 7 de março para o julgamento do processo.
Durante a audiência, trabalhadores estavam irredutíveis quanto ao pedido do cumprimento da lei 12.740, que estabelece adicional de periculosidade de 30% para a categoria. Já o patronato indicou que só faria o pagamento do benefício quando o Ministério do Trabalho regulamentar a lei assinada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2012.
Os cerca de 200 trabalhadores saíram da sede do TRT em passeata rumo a sede do sindicato localizado também no bairro de Nazaré afirmando que a greve continua. Eles tinham programado uma assembleia, após o encontro no TRT para definir os rumos da greve. Na página oficial do Sindvigilantes no Facebook, há uma postagem indicando a continuidade da greve.
Bancos – As agências bancárias são as mais atingidas com a greve dos vigilantes. A lei federal 7.102/83 determina a necessidade de, no mínimo, dois profissionais de segurança em cada unidade bancária. Com isso, a maioria dos bancos não realizaram atendimento ao público nesta quinta-feira, 28. Na agência do Banco Bradesco localizada no Shopping Lapa, longas filas se formaram nos caixas eletrônicos.
Manifestações – Os vigilantes realizaram passeatas, nesta quinta-feira, 28, na região do Comércio. Eles passaram pelo Relógio de São Pedro, Praça da Piedade e deixaram o trânsito lento na região. O manifestantes também fizeram piquetes na porta das agências bancárias de Salvador pela manhã. O objetivo era impedir o funcionamento dos bancos, assim como aconteceu nos primeiros dias da paralisação. A mobilização aconteceu em vários pontos da cidade, incluindo o Centro, Cidade Baixa e Orla, de acordo com o diretor do Sindicato dos Vigilantes da Bahia (Sindvigilantes).
Além das instituições financeiras, a categoria também tentou parar o trabalho de vigilantes que prestam serviço em outros setores, como escolas, unidades de saúde e estabelecimento comerciais.


