Disputa na UPB abre os olhos para 2014

A disputa pela presidência da União das Prefeituras da Bahia está rendendo muito “pano pra manga”. Os postulantes ao cargo estão em uma movimentação frenética para substituir o presidente Luiz Caetano (PT). Administrar um orçamento mensal de cerca de R$ 400 mil, além de coordenar politicamente 417 prefeitos e ter prestígio político aumentado é o objetivo dos candidatos.
Seria leviano dizer que somente esses são os motivos que levam à disputa. Mas, o tal fortalecimento da municipalidade é algo que desde a fundação da entidade não enxergamos. As cidades do interior baiano padecem, e apenas sobrevivem das verbas federais carimbadas. Onde esteve a UPB durante todo esse tempo de existência que não se atentou para a sua força política, e mais, que não buscou mecanismos para diminuir problemas como a seca que assola toda a Bahia?
Várias entidades de prefeitos foram criadas nas microrregiões, e dessas entidades, surgem blocos oposicionistas ao comando da UPB. Eis, que surge o Partido dos Trabalhadores, e no seu projeto de poder quer renovar sua participação na presidência, e após mais uma decisão “democrática”, o nome da prefeita Rilza Valetim segue como representante na disputa.
Disputa para ocupar o posto principal é algo que o PT não gosta, e mesmo, os seus partidos aliados também não são entusiastas do embate, pois os “companheiros” sempre exercem sua maior força e ficam com a “cabeça”. O consenso buscado é sempre de que é “para o bem do projeto que mudou e está mudando o Brasil”. Ou seja, na opinião do PT tem que ser PT na vertical.
Se houver confronto nas urnas da UPB, o PT não poupará esforços para sagrar-se vencedor. Ter uma prefeita de uma cidade banhada por royalties é melhor do que ter um prefeito que se transforme em uma pedra no sapato do governador Jaques Wagner, e fique pedindo melhorias para o interior baiano. Isso sem contar que a disputa em 2014 deve ser monitorada desde já. A prova disso é que o confronto deve ser entre PT e PSB.
A unidade sempre defendida pelo PT onde o único postulante deve ser o próprio partido deve testar a força nas urnas da UPB, mas, se o PSB de Eduardo Campos e Lídice da Mata mantiver a candidatura e o apoio de aliados como o PP e o emergente PSD ficar com o socialista, o horizonte pode mandar um alerta para o time de Wagner, Lula e Dilma.

