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Biologia sintética: A próxima grande aposta da tecnologia

Na primeira cena divulgada do filme biográfico sobre Steve Jobs, o ex-CEO da Apple questiona Wozniak, o seu parceiro em início de carreira, sobre o futuro dos computadores domésticos. Um é optimista, o outro, pessimista.

 história mostrou quem estava certo – a ponto de Jobs ser exemplo até para palestras sobre biotecnologia, como hoje, segundo dia de Campus Party 2013.
«São movimentos que tentam fazer com a biologia sintética o que foi feito com a computação», diz Carlos Hotta, um dos palestrantes da mesa «Biologia sintética: Hackeando organismos vivos». O cientista da Universidade de São Paulo refere-se àquilo que acredita como sendo o próximo grande passo da tecnologia.
A área vangloriada pelo pesquisador é, segundo ele, uma união entre engenharia e biologia. Traçando paralelos entre o mundo celular e o mundo digital, Hotta vê o ADN como informação que pode ser modificada. «Manipulando software conseguimos manipular hardware», diz.
O hardware a que ele refere-se pode ser qualquer organismo, de bactérias a corpos humanos. O grande avanço, contudo, é a hipótese de popularização dessas tecnologias, antes restritas a grandes centros de estudos e universidades, conta Horta.
Sob o termo «DIY Biology» (ou Biologia do Faça-Você-Mesmo), o investigador mencionou exemplos como o site Foldit, em que utilizadores criaram uma nova sequência proteica. Crowdsourcing aplicado à biologia.
Outros casos incluem uso de impressoras 3D, laboratórios colectivos e sistemas que popularizem manipulação de unidades orgânicas como linhas de código. Se ainda assim a produção for algo inacessível a muitas pessoas, Hotta sublinha o consumo dessas técnicas. «Num futuro você irá tomar uma pílula que diagnostica todas as suas doenças», afirma o pesquisador.
(Diário Digital)

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