Veja como abrir negócio em 2013

Mais de 28 mil novas empresas foram constituídas na Bahia em 2012, além da entrada no mercado de quase 50 mil empreendedores individuais (EI), que formalizaram suas atividades no Estado e passaram a assumir o próprio negócio neste ano. Por semana, cerca de mil pessoas procuram o Sebrae, na Bahia, para obter informações sobre abertura de empresas, em busca de um mesmo objetivo: virar o próprio patrão. E a tendência é o aumento das formalizações das atividades, motivado pela facilidade de abertura de novos negócios.
Mas nem sempre abandonar um emprego de carteira assinada e transformar-se no próprio chefe é tão fácil quanto parece. Quem está disposto deve, antes de qualquer medida, focar no planejamento do negócio. Elaborar um plano evita que os empresários de primeira viagem cometam erros comuns praticados por empresas que acabam fechando as portas devido à insustentabilidade.
No Brasil, sete em cada dez empresas quebram após um ano de funcionamento, segundo pesquisa do Sebrae. O principal causador do encerramento das atividades é a falta de capital de giro, com 42%, seguido da falta de clientes (25%) e problema financeiro (21%).
Estratégia – E, embora a falta de capital de giro possa ser encarada como uma falha financeira, o problema não passa de erro na estratégia de constituição. “A pessoa diz que não deu certo porque não tem capital de giro, mas, às vezes, até tem, mas a pessoa não fez o correto na hora de se planejar”, afirma o consultor de empresas do Sebrae Ricardo Bruno Borges.
Foi para evitar problemas futuros e cercar-se de maiores garantias que André Ramos, 27 anos, resolveu investir no planejamento antes de optar por montar uma doceria, a Doces Momentos, que será implantada em 2013 em Cajazeiras. O local e o tipo de negócio foram escolhidos com base em uma análise de mercado realizada a partir de um curso sobre gestão organizado pelo Sebrae, com duração de três meses.
Ramos identificou, por exemplo, que no bairro, o maior de Salvador, ainda não havia uma doceria do tipo. Identificou, também, no local, a possibilidade de trabalhar com a crescente classe C, hoje 50% da população. “Os entrevistados gostaram da ideia e procurei saber se poderia dar certo”, conta.

