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Luz mais barata pode não chegar tão cedo

Criada com o propósito de reduzir o preço da energia elétrica e aumentar a competitividade da indústria brasileira, a Medida Provisória 579 pode não cumprir o objetivo que propõe no curto prazo, como espera o governo.
A recente recusa da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) em renovar as concessões de três de suas usinas, que somam 25% da energia a ter o custo reduzido, compromete a queda média prometida 20% na conta de luz industrial, conforme admitiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira.
Há ainda outra ameaça real para a meta de redução: a destinação exclusiva de quotas de energia para o mercado cativo. Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), mesmo se houvesse uma adesão em massa de todas as elétricas com contratos de geração por vencer entre 2015 e 2017 à MP, a indústria de base observaria uma redução de custo na luz entre 9% e 16%.
“Uma vez que o governo destinou quotas de energia mais barata exclusivamente para o mercado cativo, ligado às distribuidoras, os consumidores que compram energia no mercado livre não serão beneficiados”, diz Camila Schoti, mestre em economia pela UNB e assessora econômica e regulatória da Abrace. O problema é que quase 60% da energia usada pelo setor industrial vem do ambiente livre.
(Exame)

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