EconomiaSem categoria

Pacote portuário inclui investimentos em estradas e ferrovias

O pacote portuário em elaboração no governo vai atacar problemas em terra. Além de novas concessões e de uma atualização no marco regulatório, ele conterá um conjunto de novos investimentos em rodovias e ferrovias para facilitar a chegada dos produtos brasileiros aos portos, onde serão embarcados para a exportação. “Haverá uma parte a cargo do Ministério dos Transportes”, disse ao ‘Estado’ o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino.
De acordo com a área técnica, a maior parte desses projetos já está no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É o caso, por exemplo, da avenida perimetral na margem esquerda do Porto de Santos, uma obra de R$ 71 milhões, e outras obras de adequação de trevos na entrada da cidade que chegam a R$ 376 milhões.
Mas haverá um acréscimo às obras do PAC. Dados preliminares apontam para algo na casa dos R$ 200 milhões para os investimentos extras. Eles beneficiarão portos como o de Santos, Rio de Janeiro e Pecém (CE), entre outros, segundo Cristino.
“Em Santos, o principal problema é a acessibilidade”, disse o presidente da Companhia Docas de Santos (Codesp), Renato Barco. “A chegada ao porto é congestionada, os caminhões ficam parados, e isso encarece a cadeia logística.” Ele acredita que dar mais agilidade à operação portuária é a forma mais eficiente de cortar custos, que é um dos objetivos do governo.
O acesso terrestre ao porto é apontado como um gargalo também pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul (SC), Paulo Corsi. Ele explicou que a capacidade operacional aumentou, por isso o volume de carga também cresceu e isso causou um estrangulamento na chegada ao porto. A intenção é duplicar a rodovia de acesso, mas a obra ainda não começou.
Investimentos
O foco do governo ao elaborar o pacote, segundo informou o ministro, é atrair mais investimentos privados. As estimativas indicam que em 2030 os portos brasileiros movimentarão 2,2 bilhões de toneladas de cargas, o que exigirá uma forte expansão da infraestrutura. Em 2011, foram movimentados 886 milhões de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
(IG)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *