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Brasil teve mais de 28 milhões de vítimas de crimes virtuais em 2011, diz estudo

Mais de 28 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes virtuais no ano passado, de acordo com um novo estudo divulgado nesta quinta-feira (4) pela empresa de segurança Symantec. Embora o número represente 14,5% da população, os dados da pesquisa mostram que 56% dos brasileiros afirmam que foram expostos a alguma ameaça virtual no mesmo período, sejam páginas de web falsas, golpes por meio de redes sociais ou invasão de contas de e-mail.
O novo relatório da Symantec aponta que, somente em 2011, o custo líquido dos ataques virtuais no Brasil se aproximou de R$ 15,9 bilhões. No mundo todo, o custo dos crimes virtuais é estimado pela empresa em R$ 222,8 bilhões. “O número de vítimas no Brasil é maior que a média mundial”, diz Adam Palmer, conselheiro de segurança virtual da Norton (divisão de produtos para usuários domésticos da Symantec).
Duas vezes mais ataques móveis
Os ataques virtuais que antes eram restritos aos computadores, acompanham a explosão no uso de smartphones e tablets e estão migrando para as plataformas móveis. “A quantidade de ameaças móveis encontrada hoje é duas vezes maior do que no ano passado”, diz Palmer.

No Brasil, de acordo com o estudo, 32% dos entrevistados afirmaram ter sido vítima de algum ataque virtual por meio do dispositivo móvel ou em redes sociais.
A maior parte das vítimas afirma ter recebido mensagens de texto de desconhecidos solicitando que clicassem em links ou que discassem um número desconhecido.
Uma pequena parte dos entrevistados (cerca de 12%) também declarou que seu perfil em uma rede social já foi invadido ou que já foi exposta a golpes virtuais por meio da rede social. A pesquisa da Symantec, realizada em 24 países, consultou mais de 13 mil adultos com idade entre 18 e 64 anos.
E-mail é porta de entrada
De acordo com a Symantec, o e-mail é o principal alvo de ataques dos cibercriminosos no Brasil e no mundo. Eles tentam acessar a conta do usuário para descobrir informações pessoais que permitam que eles enviem mensagens falsas e também para conseguir acesso às contas de outros serviços, como redes sociais.
No Brasil, 42% dos entrevistados afirmaram que já receberam notificações do provedor para modificar a senha do e-mail por conta de tentativas de invasão de privacidade. No caso de redes sociais, o número cai para 26% e, no caso de contas bancárias, 16%. “Um terço dos usuários brasileiros não usa senhas complexas, nem alteram a senha regularmente”, diz Palmer.
(IG)

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