InternacionaisSem categoria

Espanha vê déficit de 2012 maior se ajuda a bancos for incluída

Ministro do Tesouro espanhol, Cristóbal Montoro, é visto durante coletiva de imprensa no Parlamento em Madri, na Espanha. A Espanha atingirá sua meta de déficit público de 2012, como pedido pelas diretrizes europeias, mas o déficit aumentaria em mais de um ponto percentual se for contabilizada a ajuda para os bancos, disse neste sábado o governo. 29/09/2012 REUTERS/Sergio Perez
A Espanha atingirá sua meta de déficit público de 2012, como pedido pelas diretrizes europeias, mas o déficit aumentaria em mais de um ponto percentual se for contabilizada a ajuda para os bancos, disse neste sábado o governo.
A Espanha atingirá a meta de déficit de 6,3 por cento, sem contar com os pagamentos para os bancos, afirmou o ministro do Tesouro, Cristóbal Montoro.
O déficit público em 2012 aumentaria para 7,4 por cento do PIB, enquanto o déficit de 2011 iria de 8,9 para 9,4 por cento, se esses pagamentos forem contabilizados, disse Montoro.
“Os números oficiais são os que passei a vocês, mas com uma nota de rodapé explicando de onde parte desses déficits vêm”, disse Montoro a jornalistas após apresentar o orçamento de 2013 para aprovação no Parlamento.
“Tudo dentro do déficit derivado de operações financeiras não está incluso. Elas são consideradas extraordinárias.”
A Espanha pediu cerca de 100 bilhões de euros (128,65 bilhões de dólares) para seus bancos em crise, embora se debata entre os parceiros europeus do país se esse dinheiro iria diretamente para os concessores de crédito ou primeiro via cofres públicos.
Na sexta-feira, um relatório independente mostrou que os bancos espanhóis precisavam de até 59,3 bilhões de euros em capital extra para sair da crise econômica.
CRESCENTE NECESSIDADE DE EMPRÉSTIMOS
A dívida espanhola em relação ao PIB atingirá 90,5 por cento até o final de 2013, após ficar em 85,3 por cento ao final deste ano, de acordo com o documento.
“O notável aumento da proporção Dívida-PIB em 2012 e, com uma extensão menor em 2013, é devido a um maior endividamento derivado da crise econômica e dos efeitos de instrumentos estatais nas contas públicas”, disse o Tesouro no documento.
Os instrumentos incluem o fundo de fornecimento elétrico para os governos regionais, a parcela da Espanha nas ajudas a Irlanda, Grécia e Portugal e os empréstimos de recapitalização para os bancos do país.
A Espanha está no centro da crise na zona do euro, e investidores exigem prêmios recordes para reter a dívida espanhola, pois há preocupações de que o governo não possa controlar suas finanças em meio a uma recessão cada vez maior.(Reuters) 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *