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Cenário é tumultuado nas eleições de Candeias

Uma disputa confusa, movimentada e cercada por entraves judiciais, é como se pode definir a movimentação em Candeias, Região Metropolitana de Salvador, dias antes da escolha do novo gestor municipal.
A oscilação nas pesquisas divulgadas neste mês é reflexo de uma população indecisa diante dos postulantes. Dos oito candidatos a prefeito, dois permanecem empatados, de acordo com última avaliação divulgada. Sargento Francisco (PMDB) e Tonha Magalhães (PR) foram escolhidos por 30% dos 404 eleitores entrevistados no final do mês passado.
Além de disputar o primeiro lugar na preferência dos candeenses, o candidato ainda enfrentou desentendimentos com a sigla e uma batalha judicial para disputar as eleições indiretas, que ocorrem no próximo dia 14.
A reviravolta nos números da última pesquisa local surpreendeu republicanos e peemedebistas. A ex-prefeita Tonha Magalhães, que vinha liderando as intenções de voto com 40,7%, apresentou queda vertiginosa, ficando com 30%, atualmente, segundo levantamento do Instituto Dataqualy, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo: BA – 00120/2012.
Com isso, o atual prefeito, Sargento Francisco, subiu de 22% para 30% dos votos, empatando com a republicana. O ex-secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins (PT), mantém o terceiro lugar, com 11%. Jair Cardoso (PDT) e Sargento Isidório (PSB) somam 12%, mesmo percentual dos indecisos. As entrevistas foram realizadas nos últimos dias 30 e 31 de agosto. Até o momento, três avaliações foram feitas na cidade.
Na tarde dessa quarta-feira (12/9), a Tribuna entrou em contato com Tonha Magalhães, mas a candidata negou-se a comentar a pesquisa por telefone. “Não vou falar, pois não tenho certeza de quem está do outro lado”, afirmou. O coordenador de campanha e o assessor da prefeiturável também foram procurados, mas não puderam contribuir com o que foi solicitado.
Diante disso, adversários ressaltam a rejeição da candidata, uma vez que 35% dos entrevistados não consideram a possibilidade de votar na republicana. “O povo está vendo que quem trabalha chegou para ficar, ainda temos muita coisa para fazer em Candeias, afinal foram anos de abandono, mas em pouco mais de 70 dias eu fiz muito para restaurar a dignidade da nossa gente”, disse Sargento Francisco.
Além da oscilação, a falta de conhecimento dos candeenses sobre projetos e informações dos candidatos é um dos problemas da cidade. Segundo o cientista político da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Joviniano Neto, a falta de horário eleitoral nas rádios e TV da região contribuem para a demora na posição final da população. “Candeias está numa situação política muito conturbada e muitos eleitores ainda estão em processo de avaliação. O processo de esquentamento é demorado pela falta de horário eleitoral na região e por causa das novas lideranças, que estão se afirmando”, explicou o especialista.
(Tribuna)

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