Calor dissipado de processadores pode ajudar a purificar água em deserto americano agua-em-deserto-americano.htm#ixzz27aJEyt00


Água e eletrônicos não combinam. Mas no SuperMUC, supercomputador projetado pela IBM, os microprocessadores possuem outro tipo de relação com o “líquido da vida”: a água corre pelos microcanais escavados no interior dos componentes e o calor dissipado por esse sistema tem sido usado, por exemplo, para aquecer prédios próximos ao laboratório da empresa, na Suíça.
Agora, essa tecnologia ganha novas dimensões e uma nova aplicação, podendo mudar a vida dos habitantes do Deserto de Mojave, nos Estados Unidos, região cujo maior reservatório de água está 120 metros abaixo do solo e possui sal demais. A companhia vem trabalhando em uma célula solar concentrada, capaz de gerar muito mais energia do que as demais e, de quebra, usar um sistema de resfriamento capaz de purificar a água do deserto americano.
Como funciona o projeto
As células fotovoltaicas concentradas (CPV) usam lentes para focar a luz do sol em regiões relativamente pequenas da placa de recepção. Dessa forma, esses equipamentos conseguem aproveitar melhor a radiação e, com isso, atingem facilmente temperaturas por volta de 120 ºC. O problema é que, com o passar do tempo, essas temperaturas altas começam a reduzir a quantidade de energia que a célula é capaz de produzir. Por isso, mantê-las resfriadas é muito importante.
E foi pensando no resfriamento dos processadores usados no SuperMUC que a IBM criou as células fotovoltaicas ultraconcentradas, que também utilizam água para resfriar a placa solar ao conduzi-la por microcanais. Essa água quente, mais tarde, poderia ser usada para dessalinização.
Célula fotovoltaica construída pela IBM (Fonte da imagem: Divulgação/IBM)

