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Aparelhos de celular lideram queixas de consumidores

Os aparelhos de telefonia celular lideraram, pelo segundo ano consecutivo, o ranking de queixas de consumidores no Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas. Os dados da pesquisa referentes a  2011 foram divulgados nesta terça-feira pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça.
De acordo com a Secretaria, o segmento respondeu por 14,1% das queixas levadas a Procons de quase todo o país – não há, por enquanto, participação de Rondônia e Roraima no levantamento. Na sequência estão os produtos de informática (6,8%), eletrodomésticos da linha branca (6,8%), cartões de crédito (6,6%), serviço de telefonia celular (6,1%) e bancos comerciais (5,6%).
O estudo mostra que, ao longo do ano passado, foram registradas 153.094 reclamações contra mais de 19 mil fornecedores. Mais da metade desse volume corresponde a problemas com produtos (52%), seguido por assuntos financeiros (22,1%) e serviços essenciais (15%).
Resolução de problemas — Embora lidere o ranking dos mais reclamados, o setor de aparelhos de telefonia celular não figura na lista dos fornecedores mais negligentes no atendimento ao consumidor. O segmento mostrou-se, segundo a Senacon, aberto a negociar e solucionar problemas dos clientes, atendendo mais de 50% dos casos.
Os negligentes – No ranking das empresas que menos atenderam os consumidores, quem aparece à frente é a AES Eletropaulo. A distribuidora de energia elétrica atende a região da Grande São Paulo mostra um índice de apenas 25,9% de atendimento satisfatório às reclamações. A seguir vem a TAM (com 29,9% de problemas solucionados), Carrefour (33,6%) e Banco Panamericano (35,7%).
Segundo Juliana Pereira, titular da Senacon, as empresas reincidentes em baixo atendimento aos consumidores vão merecer um olhar mais atento do governo. Elas estão sendo notificadas pelo Ministério da Justiça para dar explicações e apresentar um plano de mudança de conduta. “Não é razoável esse tipo de reincidência. Só contribui para aumentar o custo Brasil e o desconforto dos consumidores”, disse a secretária.
Os principais problemas enfrentados pelos consumidores envolvem cobrança indevida, garantia dos produtos e vício ou má qualidade de produtos e serviços, que resultaram em 71% do total dos problemas diagnosticados.
As reclamações fundamentadas são aquelas que precisam de audiências com mediação dos Procons para solucionar os conflitos. O balanço apresentado nesta terça-feira envolve informações de Procons de 25 Estados e mais de 150 municípios integrados ao Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec). O Procon do Estado de São Paulo entrou no cadastro pela primeira vez no ano passado. Para que o sistema consiga abranger todo o país, Rondônia e Roraima devem aderir ao sistema.
(Veja)

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