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Municípios com notas mais baixas do Ideb 2009 na Bahia melhoram no ranking

Há dois anos, Zaira Dias dos Santos Silva entrou em um turbilhão que parecia não ter fim. Ela representava todos os cidadãos do pequeno município de Apuarema , na Bahia, nas ligações que recebia dos repórteres que questionavam o fracasso da cidade no ensino das crianças. Em poucos minutos, ela precisava encontrar justificativas para o desempenho ruim das quatro escolas da cidade no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Apesar de secretária municipal de educação, Zaira não compreendia sequer o significado do Ideb – como a maioria da população – e não sabia como explicar a nota 0,5 divulgada à época. Era a pior nota entre as séries iniciais do País. Hoje, ao receber a ligação da reportagem, a sensação era bem diferente. “Agora, estamos mostrando o que nós realmente somos”, afirmou Zaira. Apuarema ficou com média 3,4.

Melhora da Bahia
Não foi só Apuarema que conseguiu melhorar o próprio desempenho na Bahia. No Ideb 2009, entre as 11 cidades com as cinco piores notas nas séries iniciais da rede pública (havia empates), seis eram baianas. Além de Apuarema, os municípios de Pedro Alexandre, Manoel Vitorino, Nilo Peçanha, Dário Meira e Pilão Arcado apareciam na lista dos piores desempenhos, com notas que não ultrapassavam 2,2. A média nacional era 4,6.
Desses, o único município que continua na lanterninha do Ideb nos anos iniciais é Pedro Alexandre. A média da cidade subiu de 2,0 para 2,7. Um avanço razoável, mas ainda longe da meta proposta para 2011, que era de 3,4. Pilão Arcado subiu 1 ponto, ficou com nota 3,2, mas não alcançou a meta de 3,6. Dário Meira, outro município visitado pela reportagem do iG em 2010, também aumentou sua média para de 2,2 para 3,8.
Nilo Peçanha foi o município com maior crescimento: subiu dois pontos. Saiu de 2,2 para 4,2. Além de notas mais altas em português e matemática, o município melhorou os índices de aprovação das crianças. Até 2009, metade dos alunos das séries iniciais era reprovada. Em 2011, a aprovação subiu para 78%.
Para o Ministério da Educação, responsável pela criação do índice, esse é um bom dado quando acompanhado de crescimento na proficiência. No Ideb, a evolução é medida se as duas variáveis crescerem juntas. O indicador, que é divulgado a cada dois anos, prevê metas individuais para cada escola, município e Estado. Só são divulgados os resultados das redes em que metade dos estudantes matriculados tiver sido avaliada.
Nas séries finais, a Bahia também tinha alguns municípios entre os piores em 2009: 13 cidades reuniam as notas mais baixas, todas com menos de dois pontos no índice (a média nacional era 4,0). Deles, cinco da Bahia: Itapitanga, Itatim, Jussari, Aramari e Ibirataia. Esses melhoraram e outros municípios baianos acabaram entrando para lista das notas mais baixas. Todas, porém, estão acima de 2,0 (uma nota ainda ser distante da média nacional de 4,1).
(IG)

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