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Benito Gama pode abrir dissidência e apoiar Neto

Benito Gama
Foi com surpresa que o presidente municipal do PTB e deputado federal Antonio Brito reagiu ao questionamento da Tribuna sobre o burburinho de que um grupo ligado ao ex-deputado Benito Gama estaria estudando a possibilidade de criar uma dissidência dentro do partido.
Segundo informações de integrantes do partido no Política Livre, há chance de um segmento da sigla apoiar a candidatura de ACM Neto (DEM) em vez de Nelson Pelegrino (PT) e a coligação de 15 partidos em torno do candidato do PT. Gama, ligado no passado ao grupo que apoia o democrata, não confirma, porém também não nega que haja desconforto nas hostes trabalhistas.
“Na segunda-feira teremos uma reunião, mas a tendência é continuar do jeito que está”, tangenciou Gama, que também acumula a função de vice-presidente da sigla na capital baiana. “A dificuldade é na majoritária, mas é algo que pode ser contornado”, admitiu o ex-parlamentar.
Nos bastidores, entretanto, o entendimento entre o grupo ressentido e Antonio Brito e o pai, Edvaldo Brito, responsáveis pela costura do acordo com o PT, não parece ser tão simples quanto apontado por Gama.
Perguntado sobre as razões para essa situação delicada, o trabalhista optou pelo silêncio. “Prefiro falar sobre esse assunto após a reunião de segunda”, afirmou.
Um racha dentro do PTB de Salvador não seria inédito e aconteceu recentemente, em 2010, na campanha presidencial. Enquanto o clã Brito apoiou a eleição da petista Dilma Rousseff, Gama e seus seguidores marcharam com José Serra (PSDB).
Ao agendar uma reunião para tratar sobre a decisão de apoio na capital baiana, o grupo descontente mostra que existe mais de uma alternativa, além de integrar a coligação do PT. O passado, porém, não parece ser a razão para a falta de entendimento. “Não houve conversa com outro grupo”, apontou Gama.
De acordo com o deputado Antonio Brito, a informação de que há descontentamento dentro do PTB não foi discutida pela legenda. “Pelo que me consta, não há nenhum grupo insatisfeito. A decisão de apoiar Pelegrino foi tomada em convenção do partido e não tenho conhecimento de outra direção”, relatou. “Eu não fui informado de qualquer situação como essa”, reiterou Brito.
A reunião que vai decidir se o partido seguirá coeso ou rachado na capital baiana está agendada para acontecer na segunda-feira, às 10h.

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