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PSC desiste de adesão já anunciada com o PT e adere ao PMDB

                                                
Após ter sido anunciado como um dos partidos que compõe a coligação em torno da candidatura de Nelson Pelegrino (PT) na corrida pela prefeitura de Salvador, o Partido Socialista Cristão (PSC) surpreendeu ontem, ao aderir o PMDB, que tem como candidato na majoritária o radialista e ex-prefeito Mário Kertész. 
A sigla que foi, inclusive, citada na convenção do petista, como uma das que teriam renunciado ao projeto de candidatura própria para apostar no PT teria mudado, de acordo com informações de bastidores, a partir da insatisfação com a escolha da vereadora Olívia Santana (PCdoB) para a vice de Pelegrino.  
A conquista do apoio socialista-cristão pode agregar aceitação do segmento evangélico à chapa peemedebista. Ontem, circularam rumores de que o PMDB poderia trocar de vice, atendendo a negociação com o PSC, no entanto, à especulação foi negada pelo líder do PMDB, o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

A decisão foi articulada pelas lideranças nacionais do PSC e o presidente estadual do partido, Eliel Santana, tendo participado das conversas, o vice-presidente da República e líder nacional do PMDB, Michel Temer. Os diálogos avançaram justamente, após o PT ter avançado com o PCdoB. 
 
“O PSC foi apenas informado, mas não foi consultado sobre a escolha (do vice). Não tivemos participação”, queixou-se Eliel sem querer citar nomes.
O PSC realizou convenção no último sábado, quando foram homologadas as candidaturas dos 65 candidatos da proporcional (45 homens e 20 mulheres) ainda em clima de indefinição em relação à majoritária.  O martelo só teria sido batido, depois das conversas entre as lideranças que avançaram pela noite e só terminaram ontem pela manhã.  
O dirigente do PSC argumentou que a escolha pelo PMDB se deu pelo fato de o partido acreditar que ao lado dos peemedebistas, “os princípios, valores e projetos do PSC serão respeitados nas principais decisões da campanha e do destino da cidade”. Segundo ele, o convite do PMDB já teria partido desde o inicio das conversações partidárias para as eleições, mas somente agora a questão foi fechada. “Mário Kertész já foi gestor da cidade e conhece os seus problemas”, justificou. 
 
Questionado sobre a mudança de rumo, já que estaria participando da coalização junto ao PT, Eliel desconversou e preferiu dar destaque a forte integração dos membros do PSC na convenção. “Mesmo sem candidato na majoritária tivemos uma participação muito grande”. 

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