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Em assembleia, professores estaduais decidem pela continuidade da greve

Em assembleia, professores estaduais decidem pela continuidade da greve
Sem indicativo para o fim da greve, que já dura 108 dias, os professores estaduais realizaram na manhã desta sexta-feira (27), mais uma assembleia geral, no Colégio Central, em Nazaré. A categoria novamente votou pela continuidade da greve. Na reunião foram definidas as próximas ações que serão realizadas para tentar chegar a uma solução junto ao governo estadual. 
Em contato com o Metro1, o presidente da APLB Sindicato, Rui Oliveira, informou que foi divulgado no Diário Oficial do Estado (D.O.) também desta sexta, a demissão de 97 professores do REDA (regime especial de contratação). Durante sua fala, Oliveira informou o calendário de atividades dos grevistas nos próximos dias. 
Ainda nesta sexta, as lideranças do sindicato vão se reunir com representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), para repudiar a decisão de exonerar os 97 professores do REDA. 
Na próxima terça-feira (31), os professores irão realizar um ato no final de linha de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, às 9h. Neste dia, é comemorado a emancipação do município.
Já na quarta-feira (1º), uma nova assembleia será realizada para avaliar o movimento grevista e decidir se a greve continua ou, finalmente, tem um fim.
Sem muitos avanços na negociação com o governo, que afirma que a proposta aos professores continua a mesma, prevendo o reajuste salarial entre 22% e 26% por meio de progressão na carreira, através da presença regular em cursos de qualificação promovidos pelo Estado, os professores irão realizar novas ações para chamar a atenção do governo para a necessidade de uma negociação, que se diz “aberta ao diálogo”. 
De acordo com a APLB Sindicato, a proposta governamental não contempla os docentes aposentados, em licença médica e nem em estágio probatório. A categoria reivindica o reajuste de 22,22%, com a alegação de que o governo fez acordo com a categoria em novembro do ano passado, que garantia os valores do piso nacional, e depois ignorou o acerto mandando para a Assembleia Legislativa (AL-BA) um projeto de lei com valores menores. 
De acordo com a Secretaria da Educação da Bahia (SEC), das 1.411 escolas que compõem a rede estadual, 1.184 estão em funcionamento desde a última segunda (23), o que equivale a 84% das unidades escolares em atividade. A SEC apontou mais uma vez que a paralisação dos professores está concentrada em Salvador. 
Na última terça (24), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), chegou a afirmar que havia alguém financiando a greve dos professores. “Vou dizer em alto e bom som que alguém está financiando essa greve. Ninguém aguenta com quatro meses sem salário. Alguém está financiando”, disparou.(Metro1) 

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