DEM, PP e PT rebatem críticas de Mário Kertész

As críticas dirigidas pelo candidato do PMDB à prefeitura de Salvador, Mário Kertész, aos partidos e líderes políticos, entre eles o seu concorrente na disputa eleitoral, ACM Neto, foram rebatidas ontem pelos próprios adversários. Em entrevista à Tribuna, Kertész atacou a gestão municipal e estadual e as alianças firmadas no processo eleitoral.
Entre os alvos eleitos foram citados, o prefeito João Henrique (PP), o democrata ACM Neto e o petista Nelson Pelegrino. Ao se colocar como um administrador que não deseja fazer da prefeitura trampolim o peemedebista procurou alfinetar os demais candidatos que estão na corrida.
Apesar de deixar claro que não pretendia “render polêmicas”, o candidato do DEM, deputado ACM Neto rebateu Kertész ao dizer que “ele não reproduziu a verdade”, quando disse que o democrata “só queria ser governador em 2014”.
“Eu nunca disse que não queria ser prefeito. Isso nunca existiu. Ele está dando a versão que interessa a ele e que não reproduz a realidade dos fatos”, afirmou Neto. O democrata também alfinetou Kertész ao frisar que sua aliança partidária é maior em resposta à proposta naufragada de unidade das oposições.
“Eu posso garantir que o arco de alianças à minha candidatura é bem maior do que a do PMDB. Consegui agregar muito mais apoios”, enfatizou se referindo a composição com o PSDB, PPS, PV e PTN e ao fato de o PMDB ter se aliado apenas ao PSC.
O presidente do PP na Bahia, deputado federal Mário Negromonte, minimizou as referências feitas ao PP e ao prefeito de Salvador, João Henrique, que é também dirigente do partido na capital.
Em conversa com a Tribuna, o peemedebista disse que o PP pensou em expulsar João Henrique por causa de uma suposta traição a João Leão que seria candidato da sigla no município e ainda disse que o alcaide apoiaria ACM Neto.
Mas, Negromonte contestou. “Não tem pedido de expulsão de João Henrique, até mesmo porque ele não tomou nenhum tipo de atitude. Ele nunca disse que apoiaria ACM Neto. Ele disse que não vai nem seguir com Neto nem com Pelegrino. Ele irá ficar neutro para fazer a sua gestão. Ele vai ficar preso à gestão. Agora o PP está fechado com Pelegrino”, disse o líder progressista no Estado.
O candidato do PT, Nelson Pelegrino também não deixou por menos e rechaçou as críticas do candidato peemedebista em relação a sua aliança com 15 partidos. “Ele pode ficar despreocupado porque a cidade vai ter liderança, vai ter comando e vai ter time. Se eu tiver que criar algum órgão não será para abrigar partido, mas por causa da necessidade da cidade.
Acho que temos que nos preocupar com a cidade, com uma política cultural e com uma política de meio ambiente. Temos que resolver as questões de Salvador”, afirmou. O petista disse que não haverá complexidade em administrar com 15 partidos. “O difícil é governar sem apoios. Serei o grande maestro dessa orquestra”, enfatizou.(Tribuna)

