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Síria nega que esteja em guerra civil e afirma lutar contra o terrorismo

O ministério sírio das Relações Exteriores divulgou nota nesta quarta-feira (13) criticando o chefe das missões de paz da ONU, Hervé Ladsous, por dizer que a Síria está em guerra civil.
— Falar em guerra civil na Síria não é consistente com a realidade. O que está acontecendo na Síria é uma guerra contra grupos armados que escolhem o terrorismo.
Na terça-feira, Ladsous disse que os protestos por democracia, iniciados há 15 meses de forma pacífica, descambaram para uma guerra civil plena, na qual o governo de Bashar al Assad tenta retomar o controle de várias cidades dominadas por rebeldes armados.
Foi a primeira vez que um alto funcionário da ONU se referiu ao conflito sírio como uma guerra civil, status que teria implicações para Assad e para os combatentes rebeldes em termos de crimes de guerra e respeito às Convenções de Genebra.
O governo sírio, que se diz vítima da ação de terroristas patrocinados por governos estrangeiros, pediu na quarta-feira que “funcionários da ONU e Ladsous em particular lidem de forma objetiva, imparcial e acurada com os atuais fatos na Síria”.
— A Síria não mergulhou na guerra civil, mas está testemunhando uma luta para erradicar a escória do terrorismo e dos assassinatos por vingança, sequestros e resgates, atentados e ataques contra instituições do Estado e destruição de propriedades públicas e privadas e outros crimes brutais.
A ONU diz que as forças de Assad já mataram mais de 10 mil pessoas desde o início da rebelião. A Síria afirma que militantes islâmicos foram responsáveis pelo assassinato de 2.600 soldados e policiais no período.
(R7)

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