DEM reage a críticas do PT e condena alinhamento

Em dia de festa, motivado pela convenção do partido e confirmação da candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador, os democratas rebateram as críticas dirigidas pelo presidente do PT, Jonas Paulo ao DEM em entrevista a Tribuna.
Além do discurso do deputado federal que elegeu as gestões petistas como alvo, o presidente estadual da sigla, José Carlos Aleluia condenou a estratégia do PT de apostar no alinhamento com o governo estadual e federal como forma de convencer o eleitorado a votar no candidato do partido, Nelson Pelegrino na eleição de Salvador.
“O presidente do PT precisa ser informado que a eleição é municipal. Se o alinhamento desse certo, a atual administração de Salvador estaria dando certo, a de Feira de Santana também estaria dando certo, o que não vemos acontecer”, disparou Aleluia.
Segundo ele, ao invés de procurar exaltar as qualidades do postulante petista, o dirigente do PT busca atingir os adversários. “Mas como também não encontra virtudes no seu candidato, o jeito é falar dos outros. Eu prefiro falar do meu candidato que é muito bom”.
Aleluia disse que não irá falar de assuntos que ficaram no passado e que não vão fazer diferença para os cidadãos. “Ficar falando de mensalão? Não quero falar de nada disso. Quero falar só do futuro”. O deputado ACM Neto disse apenas que não ia rebater as críticas do presidente do PT. “Não vou ficar batendo em alguém que não vejo qualificações”.
Em conversa com a Tribuna, Jonas Paulo destacou que o candidato do DEM era o principal alvo dos petistas na eleição da capital baiana e pontuou que ACM Neto representaria “o poder oligárquico” e “a tentativa de volta ao passado”, “Salvador está claramente colocada no desafio de seguir a mudança na Bahia e no Brasil e trazê-la de forma mais acentuada ou com maior identidade com o presidente Lula, a presidenta Dilma ou com o governador Wagner para governar a capital, do que voltar ao passado que a Bahia conhece, que a Bahia derrotou”.
Ainda na entrevista, o líder petista se referiu aos tempos que o DEM, ex-PFL comandou Salvador, como um “tempo de autoritarismo, de perseguição, também, em certa medida, de subjugar os interesses da população”.(Tribuna)

