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Campanha por ciclovias em Salvador quer reunir 20 mil assinaturas

O abaixo assinado digital criado pela Associação dos Ciclistas da Bahia (Asbeb), durante campanha lançada no último domingo, dia 3, para pedir mais e melhores ciclovias em Salvador ao poder público, já conta com 1090 assinaturas (dados apurados até às 23h desta sexta, dia 8). A expectativa dos organizadores do movimento “Quero mais ciclovias” é de alcançar a marca das 20 mil adesões ao abaixo assinado até o fim de agosto, diz o coordenador da Asbeb, Maurício Cruz.
Para partipar, basta acessar o endereço eletrônico www.queromaisciclovias.com.br e “assinar” com dados como nome, e-mail, RG, cidade e estado. Após atingir a meta, a associação levará a reivindicação ao Governo do Estado, como forma de protesto e reivindicação por melhor mobilidade urbana na capital baiana. No dia 1º de julho, o grupo volta a se reunir no Dique do Tororó, em mais um passeio ciclístico da campanha.
Os cerca de 25 km de ciclovias e ciclofaixas atuais de Salvador, normalmente encontradas na orla e voltadas ao lazer, não satisfazem a parte da população que usa a bicicleta como meio de transporte diário. Segundo uma pesquisa para desenvolvimento do projeto “Cidade Bicicleta – mobilidade para todos”, da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), 66% dos entrevistados usam a bicicleta para se deslocar até o trabalho, enquanto apenas 19% indicaram uso para o lazer. O estudo foi realizado dentro do conjunto urbano Salvador / Lauro de Freitas.
Se o “Cidade Bicicleta” sair por completo do papel, a capital baiana terá 217 km de ciclovias e ciclofaixas e poderá se tornar a cidade com mais quilômetros de ciclovias do país até 2014. O início das obras, segundo o arquiteto da Conder e coordenador do projeto, Itamar Kalil, está previsto para o primeiro semestres de 2013. Orçado em R$ 40 milhões, atualmente, o projeto está em fase de captação de recursos. “Estamos em curso avançado no que se refere ao projeto, já que estará entre as obras de mobilidade da Copa 2014”, diz.
Ainda segundo o coordenador, o plano funcional, que consiste na parte técnica do projeto, já está pronto. “Já foram estudadas tecnicamente todas as vias. Como elas são e como devem ficar após as ciclovias”, explica.
Queixas – A falta de educação e respeito no trânsito, além da falta de infraestrutura para bicicletas, então entre as principais queixas dos ciclistas. O coordenador da Asbeb, Maurício Cruz, explica que, além de ter poucos quilômetros, as ciclovias que existem não são interligadas e, por isso, não oferecem suporte aos usuários de bicicletas para se locomoverem pelas vias principais da capital. “As nossas ciclovias não oferecem mobilidade. Precisamos que elas sejam interligadas com as estações de ônibus e metrô”, sugere.
Em relação ao “Cidade Bicicleta”, Cruz afirma que conhece o projeto e o considera excelente. Para ele, o programa está adequado às reais necessidades dos ciclistas. O coordenador da Asbeb também acredita que só criar ciclovias não resolve o problema. Para ele, a má conduta dos motoristas assusta os ciclistas, que acabam espremidos nas ruas e avenidas da cidade.
“É preciso mudar a forma de agir. O Detran (Departamento Estadual de Trânsito) terá que fazer um trabalho educativo no trânsito. Não queremos tirar o espaço de ninguém. Queremos compartilhar o trânsito”, diz.
Legislação – O ciclista também deve estar ciente dos deveres e direitos no trânsito. Após 1998, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) se refere à bicicleta como “veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor”.
Em relação ao uso de bicicletas nas vias urbanas e rurais, o CTB determina que a circulação “deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores”.
Também cabe ao ciclista usar equipamentos de segurança obrigatórios e determinados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, além de retrovisor no lado esquerdo.
No que se refere às infrações, o Artigo 255 do CTB diz que conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação ou de forma agressiva, é considerada infração média, sob pena de multa e ter como medida administrativa a remoção da bicicleta, que só será devolvida mediante a apresentação do recibo de pagamento da multa.
É ainda considerada infração média e está sob pena de multa, a ação do motorista que não respeitar a distância lateral de 1,50 metros ao passar ou ultrapassar uma bicicleta.

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