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Subúrbio Ferroviário :Um projeto voltado para o Social

Investimento no ser humano

No dia 08 de março de 1980, uma nova e necessária ação de investimento no ser humano passava a traçar contornos e dar novas possibilidades de crescimento social para jovens e adolescentes do subúrbio ferroviário. Nascia o Instituto Ara Ketu – IAK, e com ele, a esperança em transformar vidas, através do estímulo às suas próprias potencialidades. O IAK dava o direcionamento, ensinando a fazer – abrindo os caminhos para que o ser, humano, que vivia em regiões menos favorecidas da grande Salvador, pudesse agarrar seus sonhos e torná-los realidade através da arte, da cultura e da cidadania.

O Instituto Educativo e Cultural Ara Ketu – IAK está localizado no Subúrbio Ferroviário da cidade do Salvador, que atinge um grande número de jovens e famílias que moram nos bairros que compõem o território do subúrbio como: Paripe, Periperi, Lobato, Alagados e muitos outros que juntos somam uma população de mais 400 mil habitantes. Muitas dessas famílias vivendo em situação de risco, em áreas de invasão, encostas, dentro de um processo de ocupação desordenado.

Com uma filosofia humanista, o IAK via nessa região tão vasta, uma necessidade extrema de criar algo que viesse a interferir positivamente na vida de diversas famílias, proporcionando através de ações sócio-educativas, esportistas e artísticas uma nova atmosfera regada pela inserção de elementos que despertassem nesses jovens o desejo pela transformação, pelo crescimento pessoal, pelas possibilidades de uma vida transformada pela arte. As sementes foram jogadas e por incrível que pareça, germinou rapidamente, revelando rostos, sorrisos, desejos de pessoas que estavam apenas à espera de uma oportunidade, de um olhar cuidadoso e de ações que possibilitassem a oportunidade de aprender para crescer e ser alguém na vida. Desejo este, compartilhado pela grande maioria das famílias do subúrbio.

Após 30 anos da sua criação, o IAK vem mudando o cenário e o futuro de todos aqueles que passaram pelas suas inúmeras ferramentas de transformação. No início da fundação o foco era a “Escolinha de Percussão”, formando jovens através da inclusão pela música. Passado os anos e em 1997 surgiram as “Oficinas do Ara Ketu”, desenvolvendo atividades pedagógicas através da prática da Capoeira Angola e Regional, Adereços, Percussão, além dos cursos de corte, confecção, dança, teatro e serigrafia. De acordo com a presidente e fundadora do IAK, Vera Lacerda, “O Instituto Ara Ketu é a realização de um sonho que nunca termina. O sonho de poder proporcionar uma vida digna para todos que acreditam no ser humano, como única ferramenta capaz de transformação. O Instituto aposta na pessoa, no individuo como elemento transformador. É com grande satisfação que vejo quantas vidas foram redirecionadas com as ações promovidas pelo Instituto Ara Ketu. Não tem preço ver os sorrisos, escutar as histórias de vitórias de cada um que tem no IAK a sua segunda casa.”

Atualmente, com a globalização o IAK sentiu a necessidade de junto com as mudanças do planeta, acompanhar todo o processo de re-significação social que o mundo vem atravessando. E com o objetivo sempre em atualizar-se, reciclando sempre as suas idéias o Instituto ampliou a sua linha de atuação e inseriu no quadro de atividades, elementos que fortalecessem a formação de cidadãos empreendedores com base na “Educação Inclusiva”. Agregando atividades como: Educação de Jovens e Adultos (Telecurso 2000), Filarmônica, Reforço Escolar e Pré-vestibular.

Todas essas atividades juntas somam e fazem do Instituto Ara ketu um centro de referência no que diz respeito às ações desenvolvidas com base na educação e cultura, com excelência em serviços prestados, sustentabilidade política e financeira, contribuindo com as mudanças sócio-educativas em Salvador. Nunca perdendo de vista o objetivo principal em promover meios que despertem nas crianças, adolescentes e jovens inseridos no contexto de risco social, à prática de atividades que assegurem a sua auto-estima, sua significação e importância no contexto social, tornado-os cidadãos participativos e conscientes do seu papel de agente de transformação.

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