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Otto rechaça suposta fusão com o PSB

Otto rechaça suposta fusão com o PSB
O vice-governador da Bahia e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD) Otto Alencar descartou categoricamente a possibilidade de a legenda recém-criada fazer uma fusão com o PSB. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o fundador e líder nacional do partido, o prefeito da capital paulista Gilberto Kassab, admite o risco de ocorrer uma debandada de seus quadros e pensa realmente na fusão caso não consiga, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aumentar seu tempo de TV e seu acesso ao Fundo Partidário. Já são dois votos a favor e um contra o pedido da nova sigla, que quer receber benefícios na proporção dos votos recebidos em 2010 por sua atual bancada na Câmara, então integrantes de outras legendas.

Contudo, o líder socialista democrático baiano nega a possibilidade. “Não existe isso. Não sei de onde nasceu isso. Conversei com Kassab ontem, inclusive, e não tem nada nesse sentido. Isso deve ser coisa do pessoal do DEM. Como é que vamos fazer fusão com algum partido nas vésperas das eleições? Como é que vão ficar nossos candidatos? Isso é uma coisa que só pode passar na cabeça de gente inocente”, disparou Otto Alencar.
‘DEM não se conforma por ter encolhido’
Para o vice-governador, o DEM, partido que perdeu o maior número de quadros para o PSD, ainda não aceita a “derrota” que sofreu. “A verdade é que o DEM ainda não se conforma por ter encolhido tanto e estar à beira do fim por causa de muitos erros que cometeu nos últimos anos. Eles deveriam se preocupar em resolver os problemas deles. Veja aí o caso de Demóstenes (senador ex-DEM). O nome dele também começa com ‘Dem'”, disse Otto em tom descontraído.
A reportagem tentou contato com a senadora baiana Lídice da Mata (que preside o PSB no estado) para questionar sobre a suposta articulação, mas não teve sucesso.
Sobre a situação do PSD, faltando quatro votos, o julgamento não tem prazo para ser retomado após um pedido de vista. “Se o partido não tiver tempo de TV, temos que nos reunir rapidamente. Não se pode descartar hipótese de fusão com o PSB. É um jeito de tentar sobreviver (…) Muita gente no partido defende isso”, afirma o secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, lembrando que a união com o partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, era a tendência na origem da formação da legenda de Kassab devido a uma “parceria extremamente gratificante”, segundo a Folha de São Paulo.
Se perder no TSE, o PSD ficará com R$ 18,5 mil mensais do Fundo (contra o R$ 1,6 milhão pleiteado) e estreito tempo de TV, o que causaria “enorme insegurança” entre os filiados, segundo Queiroz. Os deputados federais do PSD, em 2010, receberam 5,1 milhões de votos. Com esse número – que torna a legenda a 7ª maior do País, caso existisse na época da última eleição -, o PSD poderia pleitear mais recursos do Fundo Partidário e a ampliação de seu tempo de propaganda.(247)

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