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FMI destaca o crescimento continuo do crédito no Brasil

O rápido crescimento do crédito no Brasil nos últimos anos, especialmente o papel do BNDES, é colocado em destaque pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no Relatório de Estabilidade Financeira Global, divulgado nesta quarta-feira. Segundo o FMI, o País experimentou um crescimento anual do crédito de cerca de 20% entre 2008 e 2011 e esse rápido crescimento tem sido liderado pelo BNDES, cuja atuação ajudou a limitar o impacto do colapso do Lehman Brothers na economia brasileira ao longo de 2009.
‘Mas a contínua expansão dos balanços patrimoniais dos bancos públicos e privados já tem provocado aumento nas taxas de empréstimos inadimplentes, particularmente no segmento de pessoas físicas’, observa o relatório. ‘Nessas circunstâncias, o espaço para o uso do canal de crédito para conter choques negativos pode se mostrar limitado’, alerta o FMI.
Países emergentes
O relatório também destacou que o fluxo de entrada de capital retornou fortemente aos mercados emergentes uma vez que os temores em relação aos riscos vindos da Europa diminuíram, mas mostrou dúvida sobre se esse movimento deve continuar por muito tempo. ‘A volatilidade no fluxo de capitais para os emergentes aumentou, mas a direção é altamente incerta’, diz o FMI.
Para o órgão, os emergentes devem estar preparados para uma saída repentina de capital caso o cenário global se torne novamente mais adverso e cresça de novo a aversão ao risco. As autoridades também devem estar prontas para usar o espaço de políticas existentes para amortecer choques externos negativos. ‘O desafio chave será controlar potenciais contágios da zona do euro na Europa emergente e em outras economias mais expostas’, diz o relatório.
O relatório lembra que o otimismo renovado mais recente tem estimulado um rali no mercado de ações especialmente no Brasil, Índia e Turquia e que como resposta ao pesado fluxo de capital, autoridades têm adotado o uso apropriado de políticas macroeconômicas. ‘O uso cauteloso de medidas para fluxo de capital pode ter uma papel de apoio’, diz.
(Estadão)

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