Crianças Em Situação de Rua

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| Foto Google |
Por Aline Santana
Para começar, devemos acabar com a fala carregada de preconceito e reduzido conhecimento da situação, pois nenhuma criança nasce das ruas mas podem viver nas ruas por diferentes motivos, desta forma são meninos e meninas em situação de rua.
Termos crianças em situação de rua é a expressão de uma sociedade excludente e injusta. Excludente por deixar parcela significativa da sociedade fora do processo educacional, cultural, médico e habitacional e injusta por continuar ao longo do tempo perpetuando esta realidade.
Por um lado o poder público tenta reduzir a taxa de analfabetos e evasão escolar, as escolas por sua vez não são atrativos o suficiente para a diversidade social além de serem cada vez mais violentas, nas famílias as variadas agressões e misérias expulsas essas crianças para as ruas onde o senso de grupo acontece, geralmente em “bandos”, providenciam as diversões e o meio de sobrevivência necessários para o dia.
O maior risco entorno desses meninos e meninas é o vício. As diversas drogas atraem por fazê-los esquecer por instantes a realidade de onde vem, o porque da situação de rua, a violência de que esta acostumado, escutar essas crianças é fazer um relatório inesgotável de diferentes desigualdades que abalam nossa sociedade, de injustiças tais que culminam nesta realidade, é perceber que nós também somos responsáveis pois a criança de hoje é o adulto de amanhã, estabelece-se então a dicotomia permanência da violência X aumento das grades e sistemas de segurança, a perda de talentos e múltiplas inteligências depende do tipo de sociedade que queremos e fazemos.
O fato de falarmos de forma pejorativa já demonstra a sociedade que estamos fazendo, mas não quer dizer que não podemos mudar, o que exige de nós duas posturas a piori: primeira – tratar as crianças como pessoas e não como algo que nos assusta; segundo – participar das decisões da cidade o que requer participar da política da cidade.


