ANÁLISE-Plano da Oi ainda precisa superar desconfiança do mercado

O banco manteve sua recomendação “underweight” -quando é esperado desempenho abaixo da média do mercado- para as ações da Oi.
Outros cinco relatórios de bancos e corretoras obtidos pela Reuters, preparados após o encontro da diretoria da Oi com analistas e investidores, expressam cautela com as estimativas da própria companhia. Nenhum analista alterou sua recomendação para a ação preferencial da empresa.
Frente a concorrentes de capital aberto que têm apresentado resultados mais fortes nos últimos trimestres -Telefônica Brasil e TIM Participações-, a Oi ainda precisa provar que realmente caminha em direção ao sucesso de seu plano.
A companhia reconhece o desafio: “Primeiro precisamos entregar o que estamos prometendo… Acho que os próximos dois trimestres serão muito importantes”, disse o diretor financeiro da Oi, Alex Zornig.
Apesar do pé atrás, há disposição para um voto de confiança à equipe de administração da Oi.
“Saímos da reunião com a impressão de que a Oi pode ter algum espaço de manobra do lado de custo/fluxo de caixa, pois pode aumentar a eficiência fiscal, reverter algumas provisões e maximizar o uso de perdas fiscais, além da possível alienação de ativos”, disseram em relatório Valder Nogueira e Bruno Mendonça, do Santander.
A ação ordinária da Oi chegou a subir quase 8 por cento na terça-feira, após a divulgação do fato relevante com o plano da empresa até 2015, que inclui ainda remuneração de 8 bilhões de reais aos acionistas nos próximos anos. Mas o papel perdeu força e terminou aquela sessão com ganho de 1,4 por cento.
A preferencial, enquanto isso, terminou a terça com valorização de 1,70 por cento, depois de ter avançado 7,3 por cento na máxima do pregão.(Reuters)

