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Tudo pode acontecer…



Tudo pode acontecer...
A polêmica em torno das contas referentes ao exercício 2010 da Prefeitura de Salvador ganha novos episódios a cada dia. Apesar de o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) ter reprovado as contas, não será surpresa se João Henrique tiver sua sobrevivência política garantida pelos vereadores. Dos 40 parlamentares que votam (o presidente da Casa só vota em caso de desempate e/ou ocasiões extraordinárias), o prefeito precisa do aval de, no mínimo, 28 edis.
Levando em conta o PMDB, que sempre vota com a bancada do governo João tem 29 parlamentares do seu lado. Porém, se o partido mantiver a postura da sessão extraordinária do dia 29 de dezembro passado, quando votou contra todas as matérias do Executivo, inclusive a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos), o prefeito terá consigo apenas 24 parlamentares.
Mas é sabido que os cinco vereadores peemedebistas ainda estão divididos. Mas a situação do partido é realmente um tanto quanto complicada. Pois a Comissão que dará o parecer técnico das contas do governo municipal, a de Orçamento e Finança, é presidida por Sandoval Guimarães, do PMDB. Ora, como os peemedebistas votarão contra o parecer de seu correligionário, que será baseado em avaliação técnica?
Porém, estamos falando de política, e nela, como as próprias excelências dizem, nada é tão certo. Vale lembrar ainda que o voto em plenário é secreto. Ponto para João Henrique.
No episódio mais recente, ontem, a líder da minoria na Casa do Povo, vereadora Vânia Galvão, ‘corrigiu’ as informações do colega de partido Henrique Carballal, que afirmou aos quatro cantos que o PT se reuniria para dar orientação “oficial” de voto contra o prefeito no momento da votação.
“Não existe isso. Nossa posição tem sido clara desde o início das conversas e somos contrários. Mas não tem nenhuma reunião marcada para anúncio oficial”, garantiu Vânia. A petista aproveitou para criticar o colega de parlamento Sandoval Guimarães e acabou dando credibilidade à possibilidade de o jogo ser revertido a favor do prefeito.
Ela não concorda com a tramitação das contas na comissão comandada pelo PMDB. Sandoval tem reiterado a necessidade de convocar técnicos em contabilidade e até mesmo de pedir auxílio à Controladoria Geral da União (CGU).
“Isso é maluquice. Isso nunca foi necessário. Para mim, isso é uma medida que ele está usando para protelar o parecer. Os integrantes da comissão sempre tiveram competência para analisar as contas da Prefeitura e dar o parecer”.
Já o PSD manteve o prometido. Os dirigentes estadual e municipal da legenda, o vice-governador Otto Alencar e o deputado estadual Alan Sanches, respectivamente, se reuniram ontem com os vereadores David Rios, Dr. Pitangueira e Edson da União (os representantes da legenda no parlamento) para orientá-los a seguir a orientação do TCM, que rejeitou as contas do prefeito.
Depois da reunião com seus líderes, no entanto, Dr. Pitangueira fez questão de ressaltar que “inicialmente” a orientação do PSD é contrária ao prefeito João Henrique (PP). “Temos que seguir a orientação do nosso partido, é claro. Inicialmente (repetiu a expressão) a orientação é essa…”.
A reportagem questionou, então, se era possível uma mudança de posicionamento da bancada do PSD. Pitangueira não titubeou: “Em política, tudo pode acontecer…”. Ele afirmou que haverá nova reunião com os dirigentes partidários antes da votação das contas em plenário, que só deverá acontecer no final do mês de março. Vale lembrar que Dr. Pitangueira é um dos vice-líderes da bancada governista na Casa do Povo(Bahia 247)

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