Taxa de mortalidade por tuberculose no Brasil vem diminuindo desde 1990

Comemorado neste sábado (24), o Dia Mundial de Combate à Tuberculose traz uma boa notícia para os brasileiros. As sucessivas campanhas realizadas pelas autoridades competentes têm feito a taxa de mortalidade pela doença diminuir progressivamente desde 1990. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil reduziu de 73.673 para 70.601 o número de novos diagnósticos de tuberculose entre 2008 e 2010. A expectativa é de que nos próximos cinco anos o país deixe de figurar na lista das nações que respondem por 80% dos casos da enfermidade. Para tanto, estão previstos mais de R$ 140 milhões em investimentos.
“Desde 2003, a tuberculose é prioridade do Governo Federal. Com isso, houve o fortalecimento da descentralização das ações de atenção ao paciente. Nos últimos anos, o Brasil e o mundo vêm ampliando os esforços para o controle da tuberculose, que continua sendo um importante e grave problema de saúde pública, essencialmente em função do aparecimento da Aids, da pobreza e ás vezes da dificuldade de acesso aos serviços de saúde” ,avalia a médica Maria Armanda Monteiro da Silva Vieira, coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose Pulmonar do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa transmitida pelo Bacilo de Koch ( Mycobacterium tuberculosis). Embora na maior parte das vezes atinja os pulmões, pode afetar outros órgãos, como os intestinos e os rins. Os sintomas mais comuns são tosse seca por mais de três semanas, falta de apetite, emagrecimento, fraqueza e febre na parte da tarde. Em casos mais graves pode ocorrer falta de ar, grande eliminação de sangue e acúmulo de pus na pleura pulmonar.
A transmissão ocorre por via aérea, através de gotículas expelidas na tosse ou na fala do doente. Para previnir a tuberculose, recomenda-se que as crianças recebam a vacina chamada de BCG, de preferência, logo após o nascimento. Deve-se ter atenção especial com a alimentação e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de drogas pois estes são fatores facilitadores da infecção. Aglomerações também devem ser evitadas.
“Locais com saneamento básico deficiente, normalmente estão associados a baixa renda, consequentemente a pequenas moradias com famílias numerosas em um mesmo ambiente, o que facilita a transmissão aérea da doença. Além disto, população de baixa renda pode ter déficit alimentar, o que também facilitaria o adoecimento”, acrescenta a especialista.
Pacientes com diabetes, HIV e que façam uso de medicamentos imunossupressores devem estar sob vigilância. O tratamento padrão da tuberculose consiste na administração de uso de três antibióticos durante um período de seis meses e é eficaz em 100% dos casos. No Brasil, são quatro as medicações utilizadas. Para facilitar a terapia, todas as substâncias são ministradas em um mesmo comprimido.
“De acordo com o peso do paciente serão tomados de 2 a 4 comprimidos por dia. Para o o adulto de peso superior a 50 kg esta nova formulação reduziu de 9 para 4 comprimidos ao dia. Este novo esquema precisa, também, ser utilizado por 6 meses. Existem alguns fármacos em estudo para uma futura redução do tempo de tratamento, no entanto esta realidade não será modificada em um futuro muito próximo”, finaliza Maria Armanda Monteiro da Silva Vieira.(JB)

