Cientistas criam 1º banco genético de aves em risco de extinção

O refúgio, que pertence a um grupo civil fundado há 47 anos pelo veterinário Jesús Estudillo, morto em 2010, ampara cada uma das espécies por casais e em pequenas comunidades. Dessa forma, o local se torna um “um habitat favorável para a proliferação”.
Segundo a pesquisadora, o projeto deve ser desenvolvido “imediatamente”. Ela alerta para a o perigo “latente de desaparecimento de importantes espécies que estão começando a sentir as mudanças climáticas e outros fatores como a poda de florestas e a devastação da fauna”.
A cientista explica que há vários anos o México, assim como outros países, conta com bancos de material genético para conservar o sêmen de mamíferos, principalmente do gado.
No entanto, Mary conta que os sistemas utilizados para a preservação criogênica (técnicas de congelamento) de sêmen de aves não são iguais ao dos mamíferos pelos primeiros serem células mais frágeis.
A especialista, responsável pela saúde das aves de El Nido, comentou que nos últimos anos a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) começou a organizar seus próprios bancos de germoplasma, mas por enquanto “estão destinados apenas a aves de gaiola”.
O projeto mexicano será liderado por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Pública do Estado de Morelos, além da Universidade Autônoma Metropolitana, da Cidade do México.
O santuário de aves, chamado por seus funcionários de “Arca de Noé aviária”, é reconhecido internacionalmente por ser um dos primeiros a obter com sucesso a reprodução de espécies ameaçadas.
O centro é sustentado pelas doações e a participação de 2.000 voluntários que dividem o trabalho de limpeza e manutenção do local.
O santuário está aberto ao público para sensibilizar as pessoas e convencê-las sobre a importância de se proteger o ambiente.
Mais de 600 espécies como águias, falcões, corujas, periquitos, cacatuas, araras, tucanos, faisões-argus, quetzais e aves ancestrais como o casuar, originário da Nova-Guiné e Austrália e uma das mais antigas do planeta, podem ser vistas em ambientes que tentam recriar o habitat do qual procedem.
(Folha)


