Câmara retoma atividades com fim da greve

Romulo Faro
O parlamentar disse que não há no bloco quem esconda o receio com o PMDB, que votou contra todos os projetos do Executivo na sessão extraordinária de 29 de dezembro, na qual foi aprovada a Lei de Ordenamento do Uso do Solo (Lous), a campeã de “polêmicas” em 2011. O problema é que, sem os peemedebistas, João Henrique (PP) fica com 25 votos a seu favor. Para garantir maioria absoluta, ele precisa, no mínimo, de 28. A bancada do PMDB é composta por seis integrantes, incluindo o presidente da Câmara, vereador Pedro Godinho (PMDB).
“O primeiro sinal do que vem por aí vai ser o parecer de Sandoval Guimarães”, disse a fonte, em referência ao parecer que a Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara, presidida por Sandoval. O governista refletiu que é “bem provável” que os demais peemedebistas sigam a orientação dele. O parecer da comissão sobre o relatório das contas deve sair em até três semanas.
O líder do governo na Câmara, vereador Téo Senna (PTC), já deve começar a negociar a votação das contas do Executivo na reunião do colégio de líderes de amanhã. Outra matéria que deve entrar na Ordem do Dia muito em breve é o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). O líder não prevê debates dos mais acalorados em torno do projeto, afinal, nele restam basicamente as questões do entorno da Fonte Nova, assunto de extremo interesse da oposição, leia-se PT do governador Jaques Wagner e PCdoB.( Bahia 247)

