Entra no poder, se mantém no poder e tira o adversário do poder
Editorial — Visão Cidade
A política brasileira vive um momento em que uma pergunta precisa ser feita com seriedade: estamos discutindo políticas públicas ou apenas disputando o poder?
Estudos e avaliações sobre o cenário político brasileiro mostram uma realidade preocupante. Em meio à busca pelo voto, muitas vezes os debates sobre os problemas concretos da população ficam em segundo plano. A discussão passa a se concentrar em quem entra no poder, quem permanece no poder e, principalmente, em quem será capaz de tirar o adversário do poder.
Nesse ambiente, o eleitor acaba ficando à deriva.
O cidadão precisa saber quais são as propostas dos candidatos para saúde, educação, segurança, emprego, infraestrutura, desenvolvimento econômico e tantas outras áreas que interferem diretamente em sua vida. Não basta escolher entre A ou B por preferência política, influência das redes sociais ou simplesmente pela rejeição ao adversário.
É preciso conhecer. É preciso pesquisar. É preciso avaliar.
Estamos diante de uma eleição que exigirá do eleitor atenção e responsabilidade. A escolha do presidente da República não deve ser tratada como uma simples disputa entre grupos políticos. Trata-se de uma decisão que poderá influenciar os próximos quatro anos e, consequentemente, o futuro do país.
O voto é livre. A escolha é de cada cidadão. Mas a liberdade de escolher também traz consigo a responsabilidade de buscar informações, conhecer os candidatos e compreender aquilo que cada um representa.
Antes de apertar a tecla “confirma”, o eleitor deveria perguntar: quem estou escolhendo? O que esse candidato defende? Quais são suas propostas? Como pretende colocá-las em prática? Qual é o seu histórico? Quem são as pessoas que o cercam? E, principalmente, quais resultados podemos esperar dessa escolha?
Também é importante reconhecer que existem políticos experientes, pessoas que participaram de diferentes eleições e que, ao longo de suas trajetórias, tiveram a oportunidade de administrar cidades e municípios. Alguns deixaram resultados positivos, promoveram crescimento e demonstraram capacidade de gestão.
Essas experiências também precisam fazer parte da avaliação do eleitor.
Uma eleição não pode ser decidida apenas por discursos, ataques, vídeos curtos ou informações compartilhadas nas redes sociais. Em tempos de excesso de informação — e também de desinformação — é fundamental buscar fontes confiáveis, comparar propostas e conhecer a trajetória daqueles que pretendem representar a população.
Esta é uma eleição que exige atenção redobrada.
Não se deixe conduzir simplesmente pelas informações de A ou B. Não escolha apenas pela emoção. Não permita que a polarização substitua o debate sobre aquilo que realmente importa para a população.
Escolher um representante é entregar a ele uma parcela da responsabilidade sobre o futuro do país.
Por isso, o eleitor precisa fazer sua parte: estudar, pesquisar, questionar e avaliar. Afinal, uma escolha feita em um único dia pode produzir consequências durante quatro anos.
O voto é seu. A escolha é sua. E as consequências também serão.
Visão Cidade

