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Entenda por que a Justiça Eleitoral trocou o endereço de algumas seções para o 2º turno

Para garantir conforto e segurança ao eleitorado, a JE alterou locais de votação em algumas regiões, como as afetadas por chuvas, por exemplo

Se você já tem o caminho de casa até a urna decorado, vale a pena fazer uma checagem rápida antes de sair para votar no dia 25 de outubro. Para garantir que todo mundo vote com tranquilidade, segurança e conforto, a Justiça Eleitoral fez ajustes pontuais e alterou o endereço de algumas seções eleitorais em todo o país para o 2º turno das Eleições 2026. 

As mudanças ocorrem por motivos práticos: desde reformas de última hora e melhorias de acessibilidade em prédios públicos até o impacto de fortes chuvas, que exigiram a transferência preventiva de locais danificados para instalações vizinhas e mais seguras.  

Os dados de seções eleitorais em que houve alteração do local de votação do 1º para o 2º turno podem ser consultados no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na página de estatísticas eleitorais, em “Eleitorado da eleição” e, depois, “em Capilaridade”, no menu lateral esquerdo.

Dentro da página, localize “Seções Eleitorais Alteradas no Segundo Turno”. No alto da página, é possível filtrar a pesquisa por ano de eleição, país, região, UF, município, zona eleitoral e local de votação.

Riscos climáticos e preservação predial 

As justificativas para as mudanças passam por dois pilares centrais: intempéries climáticas e preservação da integridade física de eleitoras, eleitores, mesárias e mesários. 

Um dos casos emblemáticos ocorreu no município de Confresa, no interior de Mato Grosso. Após fortes chuvas e ventos registrados em 9 e 10 de outubro, uma escola municipal utilizada como local de votação teve a cobertura danificada e sofreu com infiltrações e comprometimento de forros.  

Um laudo de engenharia emitido em 11 de outubro recomendou a interdição preventiva imediata do imóvel, o que forçou a transferência de emergência das seções para um endereço vizinho. 

Além dos eventos climáticos extremos, manutenções prediais de última hora, reformas não concluídas em escolas públicas e perda de condições mínimas de acessibilidade ou fornecimento de energia elétrica também motivaram decisões das zonas eleitorais responsáveis. 

Decisão local 

A Justiça Eleitoral ressalta que as alterações não são decididas de forma centralizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A responsabilidade cabe a cada zona eleitoral, que conhece a realidade de seu município e avalia a infraestrutura disponível. O TSE esclarece ainda que a transferência de um local de votação para outro prédio não significa redução de seções ou prejuízo aos eleitores. 

Como o 2º turno terá uma votação mais rápida, com o eleitor escolhendo apenas os cargos de presidente e, em seis estados e no DF, de governador, a expectativa é de filas menores e maior rapidez no fluxo de atendimento. Mesmo assim, a orientação do TSE é para que o eleitorado verifique previamente seu local de votação no aplicativo e-Título ou no menu Autoatendimento Eleitoral do Portal do TSE. As atualizações efetuadas pelos cartórios no sistema têm reflexo imediato nesses canais oficiais. 

Sala de Situação Climática 

A preocupação com os impactos climáticos na logística do pleito levou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a instituir a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026.  

A rede atua em regime de acompanhamento diário e integrado com órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Defesa Civil e as Forças Armadas para monitorar tempestades, secas ou desastres naturais que possam comprometer locais de votação ou rotas de transporte. 

OA/LC/DB

TSE

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