Bahia é dominado pelo Palmeiras, perde e vê o G-4 mais distante
O Bahia não voltou da Data Fifa como esperava. Depois de mais de duas semanas sem jogar, o Esquadrão foi derrotado por 1×0 pelo Palmeiras na noite desta quinta-feira (8), no Nubank Parque, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. É verdade que perder para o vice-líder do campeonato fora de casa não é nenhum absurdo. O problema é que o time foi totalmente dominado em campo e viu o G-4 ficar mais distante.
Depois de abrir o placar logo cedo com Flaco López, os donos da casa amassaram o Esquadrão na primeira etapa, acertaram a trave duas vezes e poderiam muito bem ter ido para o intervalo com uma vantagem maior. Na segunda etapa, a equipe paulista diminuiu um pouco o ritmo, mas seguiu bem superior ao Tricolor, que em momento algum deu sinais de que poderia reagir e arrancar ao menos um empatezinho.
Com a derrota, o Bahia permanece com 46 pontos, mas, com os demais resultados da rodada, caiu uma posição e agora é o 6º colocado, quatro pontos atrás do Athletico-PR, que fecha o G-4. Vindo de dois tropeços seguidos, já que também havia perdido para o próprio Athletico antes da pausa, o Tricolor de Aço terá a chance de se recuperar contra o Mirassol, neste domingo (11), às 19h30, na Arena Fonte Nova, pela 30ª rodada.
O JOGO
Desde o apito inicial, o Bahia não conseguiu se encontrar em campo e foi dominado pelo Palmeiras, que abriu o placar logo na primeira chegada perigosa. Aos seis minutos, Andreas Pereira cobrou escanteio, Barboza ganhou pelo alto da defesa tricolor e escorou para o meio da área. Flaco López foi mais rápido que Ronaldo, que demorou a sair debaixo das traves, e desviou de cabeça para o fundo das redes.
Com a vantagem construída cedo, o Verdão deu um verdadeiro banho tático no Esquadrão no restante da primeira etapa. Postado num 5-3-2 em bloco médio, o time da casa entregou a bola ao Bahia, que simplesmente não encontrava espaços, nem por dentro nem por fora, para criar. Quando recuperava a posse, o Palmeiras acelerava, e foi assim que criou diversas chances para ampliar. As duas melhores terminaram com a bola explodindo na trave direita de Ronaldo.
A primeira veio aos 14 minutos. Após roubada na intermediária de defesa, Vitor Roque arrancou em velocidade pela esquerda, invadiu a área, limpou a marcação e bateu rasteiro, carimbando a trave. No rebote, a bola ainda sobrou limpa para Marlon Freitas, que chutou fraco, nas mãos de Ronaldo. Pouco depois, foi a vez de Andreas Pereira recuperar a bola na intermediária ofensiva, arriscar de longe e ver a finalização explodir novamente no poste.
Mesmo chegando a ter 60% de posse de bola em determinado momento, o time de Rogério Ceni teve um domínio totalmente infrutífero, encaixotado pela marcação palmeirense. Só mais perto do intervalo, quando o Palmeiras passou a recuar as linhas, o Bahia conseguiu se aproximar da área de Carlos Miguel. Ainda assim, não criou nada de perigoso e foi para o vestiário com apenas cinco finalizações, todas de fora da área e longe do gol.
Já o Palmeiras, mesmo mais recuado, seguia recuperando muitas bolas na intermediária e no campo de ataque e quase sempre conseguia puxar contra-ataques perigosos. Não à toa, terminou o primeiro tempo com 12 finalizações, sete delas no alvo, sem contar os vários cruzamentos perigosos, a maioria deles vindo de Khellven, pela direita, que por um triz não encontraram Flaco ou Vitor Roque na área em boas condições para ampliar.
Na volta do intervalo, o jogo ficou mais lá e cá. Logo no início, após boa troca de passes, Khellven recebeu na ponta direita e cruzou rasteiro, e Vitor Roque, por muito pouco, não conseguiu empurrar para as redes. O Bahia respondeu em seguida e conseguiu suas duas primeiras finalizações de dentro da área. Kike chegou à linha de fundo pela direita e cruzou rasteiro para Pulga, que foi travado por Murillo na hora do chute. No lance seguinte, Jean Lucas levantou na área e Pulga apareceu outra vez, agora cabeceando por cima.
Passado esse início mais agitado, o Palmeiras rapidamente retomou as rédeas da partida. Em vez de entregar a bola ao Bahia, como fizera no primeiro tempo, o time da casa passou a ficar com ela, cadenciando o jogo e se defendendo com a posse. Quando a perdia, tratava de recuperá-la rapidamente, fosse com uma boa pressão pós-perda, fosse com as famosas faltas táticas.
Sem encontrar respostas para o domínio palmeirense, Rogério Ceni, que havia voltado do intervalo sem alterações, promoveu uma mudança tripla aos 19 minutos: entraram Ademir, Caio Alexandre e Erick, nos lugares de Pulga, Acevedo e Nestor. Qualquer que fosse a estratégia do treinador, ela não surtiu efeito. O Palmeiras seguiu muito superior e quase marcou o segundo aos 30 minutos, quando Sosa, após um bate-rebate na área, finalizou rasteiro de trivela e carimbou a trave pela terceira vez no jogo.
O Palmeiras ainda teve outras boas oportunidades, principalmente em chutes de fora da área, mas esbarrou em boas defesas de Ronaldo e, sem conseguir matar o jogo, deixou o Bahia vivo. Nos minutos finais, vendo a chance de beliscar ao menos um pontinho fora de casa, o Esquadrão se lançou com tudo ao ataque e chegou a provocar um calorzinho na defesa alviverde. Faltaram, porém, chances realmente claras: Carlos Miguel só precisou trabalhar uma vez, em chute de fora da área de Erick, além de encaixar ou afastar de soco os cruzamentos que chegaram à sua área.
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