ItaparicaNotíciasOpiniãoVera Cruz

Vera Cruz: Perguntas que existem, sim, respostas

A história precisa ser lembrada para que as conquistas não sejam esquecidas
Uma pergunta paira no ar em Vera Cruz: quem foram aqueles que lutaram para que o município chegasse ao patamar em que se encontra hoje?
Vera Cruz conta atualmente com serviços e equipamentos públicos que, há algumas décadas, pareciam distantes da realidade da população. O município possui agência do Banco do Brasil, agência da Caixa Econômica Federal, unidade do INSS, DISEP, UPA em Mar Grande, escola modelo e a UBS de Tairu, entre outras importantes conquistas.
Muitas dessas iniciativas começaram a ser construídas ou articuladas há cerca de 16 anos. Foram projetos, reivindicações, desapropriações, negociações e muita luta até que esses equipamentos se tornassem realidade.
Mas existe uma questão importante: será que a população de Vera Cruz conhece a história por trás de cada uma dessas conquistas?
Quem teve a ideia?
Quem reivindicou?
Quem buscou os governos estadual e federal?
Quem trabalhou para conseguir as áreas?
Em qual gestão cada projeto foi implantado?
Quem participou efetivamente dessa luta?

Essas são perguntas que precisam ser respondidas.
Não se trata de diminuir o trabalho de quem administra o município atualmente. Muito pelo contrário. Toda conquista que permanece para a população deve ser preservada, ampliada e valorizada, independentemente de quem esteja no poder.
O mérito maior é do município e da população.
Entretanto, reconhecer o presente não significa apagar o passado.
Poucas pessoas talvez conheçam, por exemplo, a história da implantação da UPA de Mar Grande. Quem lutou por ela? Em qual governo esse processo começou? Quais foram as dificuldades enfrentadas até que a unidade se tornasse realidade?
E o INSS?
E a Caixa Econômica Federal?
E o Banco do Brasil?
E a DISEP?
E a escola modelo?
E a UBS de Tairu?

Quem conhece verdadeiramente a história de cada uma dessas conquistas?
São perguntas que continuam, muitas vezes, sem respostas para grande parte da população.
E existe algo ainda mais importante: muitas obras públicas não aparecem aos olhos do cidadão. São obras de saneamento, drenagem, infraestrutura e outras intervenções realizadas debaixo do solo. Quando ficam prontas, quase ninguém percebe quem trabalhou para que acontecessem.
Mas os resultados permanecem.
Os prédios estão lá. Os serviços estão funcionando. E, principalmente, a população passou a ter acesso a equipamentos que antes exigiam deslocamentos para Salvador ou Santo Antônio de Jesus.
Isso representa desenvolvimento.
Essas conquistas foram construídas ao longo de diferentes administrações, com participação dos poderes Executivo e Legislativo e, sobretudo, com a mobilização daqueles que acreditaram que Vera Cruz poderia avançar.
Por isso, é necessário preservar essa memória.
Não se pode viver apenas o presente sem conhecer o passado. Um município que conhece sua história tem mais condições de construir um futuro melhor.
Cada prefeito, cada vereador, cada liderança e cada cidadão que participou de uma conquista pública deve ter sua contribuição reconhecida dentro da história do município.
Não estamos falando de homenagens pessoais ou de disputa política. Estamos falando de memória, verdade e reconhecimento.
A população de Vera Cruz precisa conhecer a trajetória de cada uma dessas conquistas e entender quanto foi necessário lutar para que elas chegassem ao município.
Vamos enumerá-las novamente:
Agência do Banco do Brasil;
Agência da Caixa Econômica Federal;
Unidade do INSS;
DISEP;
Escola Modelo;
UBS de Tairu;
UPA de Mar Grande;

além de tantas outras obras e serviços conquistados ao longo dos anos.
Quem fez? Quando fez? Como conseguiu? E por que essas conquistas foram importantes para Vera Cruz?
Morador de Vera Cruz, busque conhecer essa história.
Procure informações, converse com pessoas que participaram daquele período, pesquise documentos, registros e notícias. Conheça as circunstâncias que envolveram cada conquista.
Faça você mesmo uma análise: quanto Vera Cruz avançou ao longo dos anos e quanto essas conquistas representam para a vida da população?
Porque política também é memória.
E reconhecer quem lutou pelo desenvolvimento de um município não significa diminuir quem está trabalhando hoje. Significa apenas fazer justiça à história.
Conclusão
As perguntas existem. E, sim, existem respostas.
É preciso buscá-las.
Conhecer o passado não é viver preso a ele. É compreender de onde viemos para saber para onde queremos ir.
Vera Cruz precisa conhecer sua própria história, valorizar suas conquistas e reconhecer aqueles que, em diferentes momentos, trabalharam para transformar sonhos em realidade.
Conhecimento é memória. Memória é história. E história não pode ser apagada.


Visão Cidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *