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Seleção joga mal e inicia ciclo com empate diante da Austrália

Se você não acordou cedo para assistir ao jogo da Seleção Brasileira, não se preocupe, pois você não perdeu muita coisa. Com uma atuação muito abaixo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti o iniciou o ciclo para o Mundial de 2030 com um empate por 1×1 com a Austrália na manhã deste sábado (25), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville.

O Brasil teve um início muito ruim diante de uma Austrália organizada, que criou chances e só não foi mais perigosa por conta de suas limitações técnicas. A Seleção chegou a abrir o placar nos acréscimos do primeiro tempo, com Estêvão, mas o gol foi anulado após revisão do VAR.

Na segunda etapa, a equipe brasileira melhorou um pouco, porém foi justamente nesse momento que os australianos abriram o placar com um belo gol de falta de Irankunda. Depois disso, o Brasil dominou a posse de bola, mas teve muitas dificuldades para criar e só conseguiu evitar a derrota nos acréscimos, quando Rayan marcou de cabeça após cobrança de escanteio de Raphinha para evitar um vexame ainda maior.

A Seleção volta a enfrentar a Austrália na terça-feira (29), novamente às 7h, mas desta vez em Brisbane. Nesta Data Fifa, a equipe ainda encara a Índia, no próximo sábado (3), em Calcutá, no que será o primeiro confronto da história entre as duas seleções.

O JOGO
O começo do jogo em Townsville foi de pressão dos donos da casa. Adiantando as linhas, a Austrália conseguia recuperar a bola com facilidade e buscava acelerar as jogadas, mas sem perder a organização. Foi dessa forma que surgiu o primeiro lance de maior perigo da partida. Aos seis minutos, os australianos recuperaram a posse e partiram em contra-ataque até a bola chegar a Irankunda. O atacante fez a jogada individual e bateu de fora da área para a defesa de Hugo.

Enquanto a Austrália apresentava um bom jogo, conseguindo sair jogando sem recorrer aos chutões e mantendo as linhas defensivas bem organizadas, o Brasil encontrava muitas dificuldades na saída de bola. A Seleção cometia erros, fazia uma marcação alta bastante desorganizada e, muitas vezes, contava com as limitações técnicas dos donos da casa para não sofrer ainda mais defensivamente. Como consequência, os australianos mantinham um alto volume de jogo e chegaram a ter cinco escanteios nos primeiros 20 minutos.

Foi apenas a partir da metade da primeira etapa que a equipe treinada por Carlo Ancelotti conseguiu se postar no campo de ataque por períodos mais prolongados e passou a explorar os lançamentos nas costas da defesa adversária para levar perigo. Foi justamente dessa maneira que o Brasil criou sua primeira boa chance, aos 22 minutos. Danilo encontrou Raphinha com um belo lançamento, e o atacante percebeu o goleiro adiantado e tentou encobri-lo de cabeça, mas não conseguiu levantar a bola o suficiente.

A Seleção, no entanto, não conseguiu melhorar muito na partida. Além de sofrer com a qualidade do gramado, que dificultava a troca de passes, o time tinha dificuldades para reter a bola e superar o sistema defensivo australiano no 5-3-2. Bem organizada, a equipe da casa voltou a assustar perto da reta final do primeiro tempo, principalmente em cobranças de escanteio.

Primeiro, Irankunda cobrou na segunda trave, Hugo ficou pelo caminho e, por sorte, Okon-Engstler finalizou mal. Na sequência, em uma jogada praticamente idêntica, mas com a cobrança pelo outro lado, Hugo ficou pregado no chão e Circati apareceu livre na segunda trave, mas chutou para fora.

Mesmo fazendo uma partida ruim, com dificuldades para controlar o jogo por meio da posse de bola e recorrendo constantemente aos lançamentos para explorar os espaços nas costas da defesa adversária, a Seleção conseguiu balançar as redes nos acréscimos. Após recuperar a bola no campo de ataque, Estêvão tabelou com Endrick sem querer na entrada da área e bateu cruzado de direita, no canto direito do goleiro Beach.

O gol, porém, foi anulado após o chamado do VAR para que o árbitro revisasse o lance no monitor. Na jogada, Bruno Guimarães puxou o joelho do zagueiro Souttar no momento em que Estêvão recuperou a bola, e a arbitragem considerou a ação irregular
Sem mudanças dos dois lados no intervalo, a segunda etapa começou com a Seleção Brasileira um pouco melhor. Com as linhas mais avançadas, a equipe de Carlo Ancelotti fazia uma pressão mais eficiente, conseguia recuperar a bola mais alto no campo e criou a primeira chance logo cedo, em uma jogada mais trabalhada.

Aos 4 minutos, Bruno Guimarães tocou para Danilo, que, de biquinho, acionou Estêvão dentro da área. O camisa 11 tentou tocar na saída de Beach, mas o goleiro fez a defesa, e a zaga da Austrália afastou o perigo na sobra.

Jogando com coragem, os australianos não se intimidaram com a melhora brasileira e tentaram seguir atuando de igual para igual, com as linhas adiantadas. A postura, porém, acabou dando espaços para o Brasil continuar criando boas chances.

Aos 17 minutos, Vini Jr. recuperou a bola e acionou Raphinha em profundidade. O atacante avançou e, da entrada da área, bateu cruzado para fora. Na sequência, foi a vez de Raphinha servir Vini Jr., que finalizou em cima da marcação. Na sobra, Estêvão teve nova oportunidade da entrada da área, mas isolou.

Justamente quando a Seleção Brasileira parecia melhorar e começar a tomar conta da partida, Ancelotti mexeu no time, tirando Vini Jr. e Endrick para as entradas de Samuel Lino e Pedro. Pouco depois, a Austrália abriu o placar. Aos 22 minutos, Irankunda cobrou falta próxima à entrada da área com categoria, encobriu a barreira e marcou um golaço, enquanto Hugo ficou plantado no chão.

Depois do gol, o Brasil passou a dominar a posse de bola, mas foi incapaz de levar perigo à Austrália, que se fechou no campo de defesa e mostrou muita consistência defensiva. Tentando criar principalmente por meio de bolas alçadas na área, especialmente pelo lado esquerdo do ataque, a equipe de Ancelotti não conseguiu criar sequer uma boa chance. Foi apenas nos acréscimos, após cobrança de escanteio de Raphinha, que Rayan apareceu para completar de cabeça para o gol e diminuir um pouco o vexame no início do novo ciclo.

FICHA TÉCNICA
Austrália 1×1 Brasil – Amistoso internacional

Austrália: Beach; Italiano (Geria), Circati, Souttar, Herrington e Behich; Irvine (Yazbek), Okon-Engstler (O’Neill); Metcalfe (Younis), Irankunda (McGree) e Yengi. Técnico: Tony Popovic.

Brasil: Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis (Jair) e Douglas Santos (Mauro Júnior); Danilo Santos e Bruno Guimarães (Douglas Luiz); Raphinha, Estêvão (Rayan), Endrick (Pedro) e Vinicius Junior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti.

Local: Queensland Country Bank Stadium, Townsville, Austrália

Gols: Iankunda (Austrália) / Rayan (Brasil)

Cartões amarelos: Irvine (Austrália)

Árbitro: Ryo Tanimoto (Japão)

Assistentes: Kota Watanabe (Japão) e Kohe Ando (Japão)

Quarto árbitro: Yusuke Araki (Japão)

Correio

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