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Eleições 2026: Você já parou para pensar na importância que ela tem para você, eleitor?

As Eleições 2026 já estão movimentando o Brasil. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão começou, as placas com nomes e números de candidatos começam a ocupar espaços nas cidades, os carros de som ganham as ruas e as campanhas políticas avançam em ritmo acelerado.
Tudo isso faz parte do processo eleitoral e, sem dúvida, a comunicação entre candidato e eleitor é fundamental. É por meio dela que propostas, ideias e compromissos deveriam chegar ao conhecimento da população.
Mas existe uma pergunta que não pode ser deixada de lado: quanto custa uma campanha política no Brasil?
Quando ouvimos falar em horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, sabemos que existe uma estrutura de comunicação por trás dessa propaganda. Também existe o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, mecanismos que envolvem recursos públicos destinados à atividade partidária e às campanhas eleitorais, conforme as regras estabelecidas pela legislação.
E aí surge outra pergunta que merece ser feita: de onde vem esse dinheiro e quanto dinheiro público é destinado ao processo eleitoral?
Se o dinheiro é público, o eleitor tem todo o direito de saber quanto é investido, como é distribuído e quais são os critérios utilizados. Transparência e fiscalização devem fazer parte da democracia.
A utilização de recursos públicos para financiar campanhas tem como uma de suas justificativas a tentativa de proporcionar condições mais equilibradas de disputa entre os candidatos. Mas será que, na prática, esse objetivo está sendo alcançado?
Essa é uma questão que merece ser analisada pela sociedade.
E você, eleitor, está prestando atenção?
Existe ainda uma reflexão que talvez seja ainda mais importante.
Quantas vezes você já parou diante da televisão para assistir ao horário eleitoral? Quantas vezes ouviu uma propaganda política no rádio? Você acompanhou as propostas ou simplesmente desligou o aparelho quando começou a propaganda?
É compreensível que muitos estejam cansados da política. Promessas repetidas, discursos conhecidos e compromissos que muitas vezes não saem do papel acabam provocando descrença.
Mas é justamente nesse momento que o eleitor precisa estar ainda mais atento.
A eleição não termina no momento em que o voto é depositado na urna. Na verdade, naquele momento começa uma nova etapa: a cobrança daquele que foi escolhido.
Por isso, não basta ouvir promessas. É preciso conhecer a história do candidato, sua trajetória, suas posições, suas propostas e, principalmente, verificar o que ele já fez quando teve a oportunidade de exercer um mandato ou ocupar uma função pública.
O eleitor precisa perguntar:
O que esse candidato pretende fazer pela saúde?
Qual é a proposta para melhorar a educação?
Como pretende enfrentar os problemas do transporte público?
O que fará pelo saneamento básico?
Quais são suas propostas para segurança, geração de emprego e renda, esporte, cultura, turismo e lazer?
E, principalmente: como pretende colocar essas propostas em prática?
Não podemos continuar escolhendo apenas pelo discurso bonito, pela emoção do momento, pela propaganda ou pela influência de terceiros.
O voto é individual. A escolha é sua.
Você precisa conhecer quem pretende representá-lo antes de entregar a essa pessoa a responsabilidade de tomar decisões que poderão interferir diretamente na sua vida e na vida de milhões de brasileiros.
O voto consciente faz a diferença
Do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, no Nordeste, no Sudeste, no Centro-Oeste ou em qualquer lugar deste país, cada eleitor terá a oportunidade de fazer a sua escolha.
Por isso, não perca tempo.
Pesquise. Compare. Questione. Procure informações confiáveis. Conheça os candidatos e suas propostas.
Não vote apenas porque alguém pediu. Não vote apenas porque recebeu uma promessa. Não vote apenas pela propaganda.
Vote porque você analisou e entendeu que aquela é a melhor escolha para representar seus interesses e contribuir para o futuro do país.
Depois da eleição, você terá todo o direito de cobrar.
Cobrar uma saúde melhor, uma educação de qualidade, transporte digno, saneamento básico, segurança, geração de emprego e renda, cidades mais organizadas, esporte, cultura e lazer.
Mas existe uma diferença fundamental: você poderá cobrar sabendo que foi você quem escolheu.
O voto consciente não é apenas um direito. É também uma responsabilidade.
Em 2026, antes de apertar o botão confirma da urna eletrônica, pare, pense e reflita.
A sua escolha pode fazer a diferença.


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