Bahia é derrotado pelo Athletico-PR, vê invencibilidade chegar ao fim e sai do G-4
Chegou ao fim a sequência invicta do Bahia. Depois de 11 jogos sem perder, com seis triunfos e cinco empates, o Esquadrão voltou a sentir o gosto amargo da derrota, que foi ainda mais dolorosa por ter acontecido após um pênalti perdido nos acréscimos e por tirar o time do G-4 do Brasileirão, ao ser derrotado pelo Athletico-PR por 2×1, neste domingo (20), na Arena da Baixada, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Esquadrão começou a partida encurralado e viu o Furacão abrir o placar logo cedo, com Esquivel. O Bahia conseguiu reagir rapidamente, empatou com Erick Pulga e passou a equilibrar o confronto. No segundo tempo, depois de um início equilibrado, os donos da casa voltaram a crescer, marcaram com Rivaldo e retomaram a vantagem. O Tricolor ainda teve a oportunidade de empatar nos acréscimos, mas Everaldo parou em Mykael na cobrança de pênalti.
Com o resultado, o Bahia segue com 46 pontos, mas caiu para a quinta colocação. O Fluminense venceu na rodada, chegou aos 48 pontos e assumiu o quarto lugar, enquanto o Athletico-PR foi aos 49 e ocupa a terceira posição. Agora, o time terá cerca de duas semanas para descansar e se preparar antes de voltar a campo contra o Palmeiras, no dia 8 de outubro, no Nubank Parque, pela 29ª rodada.
O JOGO
Jogando na Arena da Baixada, onde não perde desde fevereiro, o Athletico-PR começou a partida em ritmo avassalador. Explorando principalmente as jogadas pelas laterais, o Furacão criou boas oportunidades logo nos primeiros minutos, enquanto o Bahia encontrava dificuldades para sair da marcação alta dos donos da casa e ficava acuado em um cenário de ataque contra defesa.
Depois de muita pressão, o Athletico-PR abriu o placar aos 15 minutos. Mendoza encontrou uma bola enfiada para Kerwin Vargas, que fez o facão do meio da área em direção à linha de fundo. O colombiano cruzou e encontrou Esquivel, que apareceu em velocidade dentro da área e teve liberdade para acertar um sem-pulo no contrapé de Ronaldo.
O Furacão manteve a marcação alta após o gol, mas o Bahia começou a encontrar mais espaços para sair da defesa, principalmente por meio de ligações diretas. Foi justamente assim que o Esquadrão conseguiu chegar ao empate, mesmo sem estar melhor na partida.
Marcos Victor alçou uma bola na área, mas sem muita direção. Mykael se atrapalhou e soltou a bola nos pés de Pulga, que mostrou oportunismo, bateu forte e estufou as redes para deixar tudo igual.
O gol fez o Bahia entrar de vez na partida e passar a ter mais posse de bola, enquanto o Athletico-PR já não conseguia exercer a mesma pressão pós-perda do início do confronto. Com a bola, o time de Rogério Ceni procurava cadenciar o jogo para construir suas jogadas e também diminuir o ritmo do Furacão, que tentava acelerar principalmente pelos lados quando recuperava a posse.
Apesar do maior controle tricolor, o Bahia encontrava poucos espaços para criar. A disputa tática entre as duas equipes deixou o jogo mais truncado na reta final do primeiro tempo, com poucas oportunidades claras e chegadas concentradas principalmente nas bolas paradas.
O Athletico-PR levou perigo em uma falta alçada na área, que terminou com cabeçada de Aguirre defendida por Ronaldo. O Bahia respondeu nos acréscimos, quando Nestor cobrou falta diretamente para o gol e exigiu atenção da defesa adversária.
Na segunda etapa, o Athletico-PR voltou a ter mais posse de bola e continuou explorando os lados do campo para tentar criar oportunidades. O jogo, porém, não repetiu o cenário de domínio do Furacão dos minutos iniciais.
Com as ligações diretas, o Bahia conseguia escapar da pressão e colocar Ademir, Pulga e Alejo em situações de mano a mano no ataque. Ainda assim, apesar da movimentação, as chances de gol continuavam escassas.
O Furacão encontrava dificuldades para furar a defesa tricolor, que se posicionava bem, especialmente para cortar as bolas aéreas cruzadas a partir das laterais. Do outro lado, os atacantes do Bahia não conseguiam aproveitar os espaços nas costas da defesa adversária, que se recuperava rapidamente.
Nesse duelo equilibrado entre ataque e defesa, quem conseguiu voltar à frente do placar foi o Athletico-PR. Aos 23 minutos, o Furacão construiu uma triangulação pelo lado esquerdo do meio-campo até Luiz Gustavo encontrar uma bola espetada para Vargas. O atacante cruzou rasteiro para a área, na direção de Rivaldo, que se antecipou à marcação de Kanu e tocou de bico para marcar o segundo gol dos donos da casa.
Depois de sofrer o gol, o Bahia passou a ter mais posse de bola, mas encontrou dificuldades para furar a retranca montada pelo Athletico-PR. A equipe paranaense conseguiu neutralizar as principais tentativas ofensivas do Tricolor e ainda levou perigo nos contra-ataques em busca do terceiro gol.
Nos acréscimos, porém, o Esquadrão teve a grande oportunidade de empatar. Após revisão do VAR, a arbitragem marcou pênalti por toque de mão após chute de Everaldo. O próprio atacante assumiu a cobrança, recebeu a bola de Juba, mas telegrafou e bateu à meia altura no canto direito, facilitando a vida de Mykael, que caiu para fazer a defesa e selar o fim da sequência invicta do Bahia no Campeonato Brasileiro.
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