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Argentina vira contra a Inglaterra no fim e pega a Espanha na final

Uma virada que saiu da alma da Argentina. De Messi e de um time com repertório de respeito. Com autoridade, a Scaloneta venceu a Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta, em Atlanta, e vai fazer a final contra a Espanha no domingo, em Nova Jersey, às 16h. Os argentinos chegam à sétima final e vão em busca do tetra.

O roteiro de um jogo tenso foi para desesperar qualquer inglês e de enlouquecer argentinos por todo o planeta. No início do segundo tempo, Gordon colocou a Inglaterra na frente. Mas os ingleses recuaram, e a Argentina sufocou até virar. Teve bolas na trave e dois lindos gols, primeiro com Enzo Fernández e depois com Lautaro Martínez. Virada em seis minutos (aos 40 e 46) que entra para a história do duelo e das Copas.

Primeiro tempo

O futebol foi um detalhe na primeira etapa em Atlanta. A primeira finalização, sem perigo, saiu apenas aos 32 minutos, num toque de cabeça de Stones, da Inglaterra, para fora – em cruzamento depois de cobrança de falta.

Aliás, se faltaram emoção e até acréscimos (apenas três minutos), faltas sobraram. Foram sete dos ingleses e 12 dos argentinos. Mas o árbitro Ismail Elfath deu apenas dois cartões amarelos – para Elliot Anderson por falta em Messi e Lisandro Martínez em falta em Morgan Rogers. A primeira etapa terminou sem chute a gol e apenas três tentativas para a meta adversária – duas da Argentina e uma da Inglaterra.

Segundo tempo

O segundo tempo começou quente. Julian Álvarez finalizou com força dentro da área para defesa de Pickford, no primeiro chute a gol da partida. Na sobra, ainda levou perigo novamente.

O melhor momento da Argentina foi interrompido por longo lançamento pela lateral para Rogers. Ele levantou a cabeça e cruzou para Gordon, que passou por trás de Molina para abrir o placar aos 9 minutos.

A Argentina logo reagiu e cercou a área da Inglaterra. Foram algumas chances até o merecido empate. Nico González parou em defesa de Pickford. Mac Allister, na trave. No fim da partida, o time de Messi tinha o dobro de finalizações até a bola chegar duas vezes no pé de Enzo Fernández. Na primeira batida, Pickford espalmou. Na sobra do escanteio, o chutaço foi em cheio, no fundo da rede.

Com futebol irresistível, a Argentina pressionou até a virada. Veio de novo pelos pés de Messi. Depois de outra bola na trave de Mac Allister, Messi foi na ponta e cruzou de direita para Lautaro Martínez: 2 a 1 e festa em Atlanta.

Privilégio

A Fifa chamou de “a direita de Deus”, em menção à mão de Deus de Maradona em 1986. Messi não marcou nos últimos dois jogos, mas quem se importa? Ele conduz a maior geração – sim, a maior! – da história de um país que tem seleções de alto nível e vai ao limite para levar a Argentina ao tetra. Com a canhota, ajudou na pressão e deu a bola para o chutaço de Enzo. Com a direita, foi ao fundo e cruzou para Lautaro, depois de 100 minutos de bola rolando. Gênio é pouco.

(GE)

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